21/07/2017 - 18:23

Eu só queria saber… Jornalista Carlos Trapp

Carlos Trapp
Já tive oportunidade de escrever um artigo aqui sobre o fato de eu gostar de ler. E numa das minhas pesquisas na internet me deparei com um artigo com o título acima, que achei interessante, pois faz diversos questionamentos para nossa reflexão, que aproveito para divulgar aqui, com algumas modificações e subtrações, cujo autor é alguém que se identifica como Fábio Q.
 
Eis os questionamentos:
 
Por que palavras como "paixão", "fogo", "glória", "poder" e "unção" vendem muito mais CDs do que "graça", "misericórdia" e "perdão"?
 
Por que aqueles que mais falam sobre "prosperidade" evitam sistematicamente textos como Tiago 2:5, 1 Timóteo 6:8 e Habacuque 3:17-18?
 
Por que se fala tanto em dízimo, defendendo-o com unhas e dentes, mas quase nada se fala sobre ter tudo em comum e outras coisas como "ajudar os domésticos na fé" e "não amar somente de palavra e de língua, mas de fato e de verdade"? Em qual proporção a Bíblia fala de uma coisa e de outra?
 
Por que em Atos 4, quando os apóstolos foram presos, a igreja orou de forma tão diferente do que se ora hoje? Por que não aproveitaram a ocasião para "amarrar o espírito de perseguição", ou coisa semelhante?
 
Por que Atos 2:4 é hoje muito mais citado como modelo de igreja do que Atos 2:42?
 
Por que todo mundo sabe João 3:16 de cor, mas tão pouca gente sabe 1 João 3:16?
 
Por que 90% ou mais dos cânticos congregacionais modernos são na primeira pessoa do singular, quando a proporção nos salmos é muito menor?
 
Por que quase tudo que se vende numa livraria cristã foi produzido nos últimos 50 anos, se nosso legado é de 2.000 anos de História do Cristianismo? O que aconteceu com os outros 19 séculos e meio? 
 
Por que a Igreja é muito mais rigorosa com determinados pecados do que com a gula ou a ganância? Aliás, por que em tantas igrejas a ganância nem é vista como pecado, mas como virtude, disfarçada com o nome de "prosperidade"?
 
Por que tantos evangélicos chamam seus líderes de "apóstolos", mas criticam os católicos por seguirem um líder chamado "papa"?
 
Por que, mesmo o Cristianismo crendo que o homem foi nomeado por Deus como o responsável pela criação, e que tudo que Deus criou é bom, são os esotéricos os que mais lutam pela defesa do meio-ambiente?
 
Por que alguém como Lair Ribeiro faria mais sucesso como pregador hoje do que, digamos, Francisco de Assis?
 
Por que se canta tanto sobre coisas tão etéreas como "rios de unção" e chuvas de avivamento", ao passo que Jesus usava sempre figuras do cotidiano para ensinar, como sementes, pássaros e lírios?
 
Por que se amarra, todos os anos, tudo quanto é "espírito ruim" das cidades, fazendo marcha e tudo, mas as cidades continuam do mesmo jeito? Aliás, se os "espíritos ruins" já foram "amarrados" uma vez, por que todo ano eles precisam ser "amarrados" de novo?
 
Por que se canta todos os dias "Hoje o meu milagre vai chegar"? Afinal, ele não chega nunca? Que dia está sendo chamado de "hoje"?
 
Por que Jó não cantou "restitui, eu quero de volta o que é meu", nem declarou ou amarrou nada, muito menos participou de "campanha de libertação" quando perdeu tudo?
 
Por que não se faz um mega-evento evangélico, desses que reúnem um milhão de pessoas ou mais, para fazer um mutirão para distribuir alimentos aos pobres ou ainda para recolher o lixo da cidade? Aliás, por que se suja tanto as cidades com óleo e outras coisas nos tais "atos proféticos"? Não seria um melhor testemunho limpá-la ao invés de sujá-la?
 
Por que as rádios evangélicas tocam tanta coisa produzida por gravadoras ricas e nada produzido por artistas independentes?
 
Por que se faz apelo ao fim de uma "pregação" que não fez qualquer menção ao sangue, à cruz, ao arrependimento, ou sequer ao pecado?
 
Por que se enfatiza tanto a ordem bíblica para pregar a Palavra e se negligencia tanto as ordens para fazer justiça social e alimentar os famintos? Quantas vezes cada uma delas aparece na Bíblia?
 
Por que Deuteronômio 28:13 ("o Senhor te porá por cabeça, e não por cauda") é tão citado, ao passo que 1 Coríntios 4:11-13 ("somos considerados como o lixo do mundo") ninguém gosta de citar?
 
Por que quem pensa diferente de nós é sempre "inflexível", "fariseu" ou "duro de coração" (quando não chamamos de coisa pior)?
 
Eis aí, então, diversos questionamentos para nossa reflexão, para mostrar onde podemos e devemos melhorar, para que tornemos o mundo mais habitável, mais sereno, mais tranquilo. Que Deus nos ajude nisso!
 
Carlos Osmar Trapp, pastor batista (OPBB/3650) e jornalista (DRT/MS, 928)
 
 
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