25/03/2018 - 06:52

A esculhambação política também no STF

Manoel Afonso
SEM FRONTEIRAS Na falta de opções que encantem os indignados, o deputado Bolsonaro já transita bem nos bolsões antes impensáveis. O deputado Barbosinha (PSB) por exemplo – revela que seu filho de 18 anos, acadêmico de direito, não esconde o desejo (reinante em seu grupo de amigos) de eleger Bolsonaro ao Planalto. Aliás, um amigo médico compartilha a ideia, a menos que surja outro nome excepcional para confrontar com a esquerda. E convenhamos: tá difícil. 

OPINIÃO Sobre o cenário nacional, a fala de Barbosinha coincide com o que pensa seu colega de parlamento Lídio Lopes ( Podemos). Ambos acreditam que dificilmente a corrida ao Planalto deixará de influenciar na sucessão estadual. Entendem que teremos muitas novidades envolvendo políticos e partidos, funcionando como termômetro. 

ÁLVARO DIAS Não pela idade (73), mas pela mesmice da fala dos moderados que não empolga. Seu currículo é bom, mas suas passagens pelo PMDB, MDB, PST, PSDB, PDT e PV mostram a priorização da própria sobrevivência política. Até aqui nenhum atitude pessoal a merecer destaque no cenário político nacional. Conquistará apoios e inserções em outras classes sociais a melhorar suas chances? É bom esperar mais para melhor apreciação. 

MAIS UM Depois do deputado Paulo Siufi (MDB), foi a vez do ex-governador André ( MDB) ser excluído das investigações da ‘Coffee Break’. O caso é ‘café pequeno’ para André também investigado na Justiça Federal em dois outros casos: pela Operação Lava Jato na construção do Aquário por suspeita de desvios de verbas federais e por suspeita de irregularidades na aplicação de dinheiro da União na construção de rodovias na região norte de MS. Aí sim a porca pode torcer o rabo! 

VERGONHOSA O termo mais ameno para definir a imagem do STF. O país assistiu boquiaberto o bate boca entre os ministros Gilmar Mendes e Luis R. Barroso no melhor estilo de boteco nas tardes de sábado de feijoada. Péssimo exemplo da mais alta corte. Morosa, submissa e corporativista, em 4 anos não sentenciou um só réu da Lava Jato e levou 30 anos para proclamar o Sport de Recife campeão de futebol do Brasileirão de 1987. Gilmar, como o diabo que distribui justiça, enquanto Deus apenas olha. 

ESCÁRNIO A opinião pública comunga com o texto postado nas redes sociais pelo procurador federal Deltan Dallagnol onde questiona porque o Supremo não pressiona a presidente Carmem Lúcia para desengavetar a arguição de suspeição contra Gilmar Mendes nas ações sobre prisão na segunda instância. Enfim, ele acha que o STF administra mal o seu gavetão de assuntos pendentes. Nós também!!!!! 

AS OPINIÕES sobre a postura do STF para evitar a prisão de Lula são em sua maioria críticas. Alguns entendem que a corte inventou o ‘habeas corpus pré-datado’. Outros acham que simplesmente o STF vacilou e deu novo fôlego ao ex-presidente. Enfim, o que acontece na estratosfera da justiça brasileira não pertence a nós mortais. Vamos esperar para ver o que tem dentro deste ovo de Páscoa só em 6 de Abril. 

FRANQUEZA O jurista Ives Gandra publicou em 2013 um texto questionando os direitos de quem não faz parte da minoria social favorecida com benefícios nos últimos anos. A síntese do texto: “ Não sou:- Nem negro, nem homossexual, nem índio, nem assaltante, nem guerrilheiro, nem invasor de terras. Como faço para viver no Brasil nos dias atuais? Na…verdade eu sou branco, honesto, professor, advogado, contribuinte, eleitor, hétero… E tudo isso para quê?” 



O TEXTO voltou a ser divulgado e comentado nas redes sociais por conta da situação daqueles cidadãos que não se enquadram nas chamadas minorias sociais. Muitos destes brasileiros – por incrível que pareça – se sentem discriminados em face as políticas implementadas nos últimos anos em favor destes grupos que se dizem vítimas de preconceitos e das desigualdades. O respeitado Ives Gandra foi corajoso em suas manifestações que tem gerado comentários à favor e contra. Faz parte. 



EM PAUTA Mais uma missão emblemática para o senador que vem elevando o conceito do Estado no Senado. Pedro Chaves ( PRTB) espera receber mil emendas ao novo Código Comercial e até 20 de junho apresentará o relatório. Até lá percorrerá o país ouvindo a sociedade, como nesta sexta feira (23) na Assembleia Legislativa por proposição do deputado Jr. Mochi (MDB). Chaves lembra que as relações comerciais mudaram desde 2002, quando entrou em vigor o Código Civil absorvendo a maior parte do texto do Código Comercial de 1850. 

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Manoel Afonso
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