30/12/2017 - 05:58

Azambuja reportou-se ao bordão de que o político não deve escolher adversários

Manoel Afonso
NOSSO HULK Nomeado para solucionar entraves o ministro Carlos Marun (PMDB) da Secretaria de Governo passa a ser problema para o Planalto. Faltam-lhe habilidade e experiência nas costuras para estabelecer pontes com a classe política. O estilo gaúcho ‘bateu-levou’ é impróprio nesta fase delicada do Governo. Convém adotar a máxima dos políticos mineiros; “conversar sim, alterar jamais”. Brasília é outro universo – o buraco é mais embaixo.

BARBARIDADE Indulto de Natal virou acerto político. Se antes o ex-deputado José Genoíno foi indultado, agora só da Lava Jato seriam 37, entre eles o empresário José Carlos Bumlai e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares. Condenados por trafico de influência, corrupção estavam na lista vetada pela ministra Carmem Lúcia (STF) Enfim, no Brasil vale a pena ser canalha, pelo pouco tempo de cadeia, mordomias e outros benefícios como no caso do Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil condenado por ‘ladroagem’ do nosso dinheiro.

COMPARANDO… Nos ‘States’ o ex-presidente da CBF José Maria Marin, com 82 anos de idade, será condenado a pena mínima de 10 anos de prisão em regime fechado, sem mordomias. Lá, não há diferença de critério na aplicação da pena entre o crime de sangue e o da corrupção. Mas aqui esquecem: o agente público que superfatura a obra em proveito próprio está matando pessoas por falta de atendimento médico adequado.

TENDÊNCIA Na hipótese do candidato do PT ao Governo não chegar ao 2º turno, em quem os petistas votariam? Na Assembleia Legislativa um ex-deputado lembrava: são mais de 240 mil votos que decidiriam o pleito em 2018. O deputado federal Zeca do PT não pediria votos para Odilon, mas isso não alteraria a tendência pelo candidato.

A PROPÓSITO Os números (25,26%) da aceitação do ex-governador André Puccinelli (MDB) na pesquisa espontânea contra os 29,13% de rejeição na amostra da ‘Ranking Pesquisas’ repercutiu na cúpula do partido. Lideranças do MDB já defendem a tese de que o juiz Odilon deva ser convencido a disputar o Senado com chances de vencer. “Palavras ao vento” – segundo o experiente articulador do PDT Leite Schimidt.



MEMÓRIA No pleito de 2010 para o Senado, Delcídio do Amaral (ex-PT) obteve 826.848 votos (34,90º%) contra 544.933 votos de Waldemir Moka (PMDB) (23,00%), 512.119 votos de Murilo Zauith (PSB) (21.61%) e 485.490 votos de Dagoberto Nogueira (PDT) 20,49%. O cenário era outro, com André elegendo-se governador com Simone Tebet (PMDB) de vice.



O CENÁRIO é diferente de 2010. Mudou muito pela própria dinâmica da política; André e o seu partido desgastados por fatos óbvios, Delcídio cassado, o suplente Pedro Chaves (PSC) assumiu e vai muito bem, Murilo foi prefeito de Dourados e Dagoberto recuperou-se ao chegar à Câmara Federal. A tese de que o MDB deva se concentrar apenas na tentativa de reeleição de Moka mostra a preocupação e o reconhecimento da aridez do quadro.

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Manoel Afonso
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