23/06/2018 - 09:03

Brasil na Copa & reflexo nas urnas

Manoel Afonso
SIGA LA PELOTA  Com ou sem vodka os eleitores curtem a Copa da FIFA na Rússia. Já os políticos candidatos continuam agindo com viagens ou pelo econômico ‘WhatsApp’. O vazio é  notório no saguão e sessões da Assembleia Legislativa, como sempre ocorre em ano de eleições. Deputados cuidam de acordos, alianças e detalhes que dispensam público. Antigamente os candidatos distribuíam a tabela dos jogos, mas  nesta Copa esqueceram disso.  

A LEITURA que se faz: o eventual  fracasso do time do Brasil influenciará no ‘desânimo’ do eleitor já indignado - com a tendência de aumentar  o percentual  de abstenção, nulos e brancos. Já no caso de vitória - a autoestima  subirá e esses percentuais negativos diminuirão. É psicológico esse fenômeno popular repetitivo.

CARONA Se o Brasil vencer, o MDB do presidente Michel Temer será beneficiado? Não há clima para isso! Incomparável o quadro brasileiro com o ocorrido em outras Copas,  onde os governantes usaram deste esporte em benefício próprio. Foi assim com Alemanha nazista e também após a reunificação, a Itália com o fascismo, o Brasil da Ditadura em 1970  e 1994 com  Fernando H. Cardoso (Plano Real) – além da Argentina em 1978 com os militares no poder. Agora é o presidente russo Putin tirando proveito.

A PROPÓSITO  As torcidas organizadas de times de futebol protestam contra os maus resultados e gestão ruim da diretoria. E por que os eleitores filiados a partidos políticos envolvidos em escândalos não repetem a postura os torcedores de futebol?  Mas fazem pior: sentam em cima do próprio rabo e culpam os partidos políticos adversários. O torcedor de futebol é mais coerente: vaia o time nos estádios ou está nas passeatas pedindo mudanças no clube. O torcedor paga o ingresso e só quer a vantagem da satisfação, do prazer. 

A CORRIDA O quadro mostra 6 pré-candidatos em condições de chegar ao 2º turno: Álvaro Dias ( Podemos), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL), Marina Silva (Rede) e o “candidato do ex-presidente Lula (PT)”. É difícil, mas não impossível, que um deles ganhe as eleições já no 1º turno, dependendo do que ocorrer no país durante a campanha: um escândalo nacional, agravamento da crise econômica ou tropeços irrecuperáveis de candidatos. Eleição - você só sabe como começa. 

NA ANÁLISE  do potencial deles, apenas Alckmin e o ‘candidato do PT’, tem força própria. O candidato tucano se posta ao centro e em tese apenas Álvaro Dias poderia  ameaçá-lo - pois está à vontade para defender as ações da Lava Jato e enveredar-se pelo discurso anticorrupção. Maior tempo no horário eleitoral seria fundamental. Já o “candidato do PT” tem expectativa da transferência de votos de Lula, além de bom tempo na TV.  Compondo com o PSB  e  outras siglas ampliaria a base no Nordeste principalmente como mostram as pesquisas.

OS DEMAIS  Ciro sobrevive como ‘contorcionista’ na sala de espera pelo apoio de Lula. Já flertou com várias siglas sem sucesso. Seu sonho atrair eleitores do centro, herdar o patrimônio do PT ou parte do eleitorado. Já Marina (Melancia Clorofila) trabalha com a possibilidade de atrair o eleitor da direita que não apoia Bolsonaro rumo ao 2º turno. Também torce pelo insucesso de Álvaro e Alckmin e que Bolsonaro fique estável.  Depender do erro dos adversários é arriscado.  Quanto à Bolsonaro, passa energia da indignação,  está perto do 2º turno, mas carece de habilidade  para não der alvo do voto útil e se inviabilizar.  

‘TROLOLÓ’  Nesta semana o ex-governador André Puccinelli (MDB) continuou centrando suas entrevistas em críticas aos critérios de gastos da atual gestão estadual. Na Rádio Cultura da capital arrematou: “...é que está se gastando demasiadamente em coisas talvez desnecessárias”. Mas é de se questioná-lo o critério que priorizou a obra do aquário do pantanal. Perguntar não ofende. 



THEODORE ROOSEVELT: “ A exposição e a punição da corrupção pública são uma honra para uma nação, não uma desgraça. A vergonha reside na tolerância, não na correção. Se nós falharmos em dar tudo o que temos para expulsar a corrupção, nós não poderemos escapar de nossa parcela de responsabilidade pela culpa”. (...) Se nós falharmos em dar tudo o que temos para expulsar a corrupção, nós não podemos escapar da responsabilidade pela culpa....” (discurso do presidente dos EUA em 7/12/1903 citado pelo juiz federal Sergio Moro na sentença que condenou o ex-senador Gim Argello (PTB) por corrupção.



SOFRÊNCIA  O horário eleitoral deverá ser o depositário de armas poderosas dos envolvidos na sucessão estadual. A exibição de imagens permitidas pela legislação  poderão influenciar na postura do eleitor. Duas delas estão sendo devidamente cuidadas pela concorrência: da prisão do ex-governador Puccinelli (MDB) e do seu ex-Secretário de Obras Edson Giroto. Quem viver verá! 

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Manoel Afonso
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