30/12/2017 - 04:48

Carlos Alberto de Assis é citado no recente especial ‘Trunfo Político’ do “Estadão’

Manoel Afonso
OPINIÃO Para um ex-deputado federal que preferiu o anonimato, essa eleição de 2018 tem ingredientes que lembram a derrota do candidato apoiado pelo ex-governador André no pleito de 2012, onde Alcides Bernal (PP) venceu com facilidade para prefeito da capital. O experiente político citou o desgaste natural dos políticos mandantes coadjuvado pela indignação reinante.

CONVENCEU? O discurso do ex-governador André anunciando a candidatura em 2018, lembra aquele equívoco do ex-governador Pedrossian na TV, quando disse que “poderia muito bem estar cuidando de seus afazeres na fazenda”. No caso, André disse que seu patrão era o povo de Mato Grosso do Sul, mas sem o entusiasmo que o anúncio exigia. Ele, a exemplo de Pedrossian, não pode ignorar o cenário real, sem fantasias.

ESQUISITO Nas entrevistas de companheiros do MDB, eles defendem a candidatura de André, reportando-se a sua atuação, sem entrar no mérito das investigações que rondam várias obras, entre elas do Aquário do Pantanal e diversas rodovias com verbas federais. Ignorar a opinião pública numa época de tantas denúncias é perigoso, mesmo com Nossa Senhora do Perpétuo Socorro sendo a padroeira do Estado. Seria exigir bênçãos demais da santa. Ela não daria conta.

SEM MEDO Ao seu estilo o governador Reinaldo (PSDB) reportou-se ao bordão de que o político não deve escolher adversários, mas estrategicamente não deixou claro como será sua participação no pleito de 2018. Evidente que seriam várias as alternativas, entre elas a natural tentativa da reeleição ou o Senado numa aliança com outros partidos. Mas uma coisa é notória: ele está se mexendo.

UTOPIA? Instituto de pesquisa está coletando dados na capital e no interior para verificar a possibilidade de outra candidatura alternativa ao Governo. A intenção seria verificar – de uma vez por todas – se o ex-prefeito Murilo Zauith teria potencial político para viabilizar o projeto. Um amigo já adiantou: “O Murilo tá sossegado como aquele pescador no rio com o barco cheio de peixes na sombra da árvore”. 

SEMEANDO O Secretário Carlos Alberto de Assis foi o único personagem político de MS citado no recente especial ‘Trunfo Político’ do “Estadão’ mostrando os 50 perfis de maior influência nas redes sociais. Antenado, ele investe nas redes digitais, ferramenta poderosa na campanha eleitoral de 2018. Pela sua atuação na Secretaria da Administração e pela postura articulada, é nome de peso.

INCÓGNITA No pleito de 2010 Luiz Henrique Mandetta se elegeu deputado federal pelo DEM com 78.333 votos, atrás de Vander Loubet (PT), Fabio Trad (PMDB) e Geraldo Resende (PMDB). Já na sua reeleição em 2014 chegou apenas aos 57.374 votos, perdendo portanto 21.359 votos. Nas conversas dele sinto mais dúvidas do que certezas. Sonha até em tentar o Governo. Mas deve tentar permanecer na Câmara.


 
ELEIÇÕES presidenciais de 2010 no MS. José Serra (PSDB) 551.296 votos (42,35%), Dilma Rousseff (PT) 518.877 votos ( 39,86%), Marina Silva 219.812 votos (16,88%), Plínio Sampaio (PSOL) 9.158 votos (0,70%) e José Maria Eymael 805 votos (PSDC) 0,06%. Pelos números da ‘Ranking Pesquisas’, hoje o deputado federal Jair Bolsonaro (Patriota) venceria o ex-presidente Lula (PT) aqui no Estado.


 
PONTO FINAL Parece que já nos acostumamos aos desafios que a vida nos impõe neste país onde o Governo mais atrapalha do que ajuda. Problemas? Quem não os tem? Escrever com responsabilidade sobre política não é fácil, exige sensibilidade e bom senso acima de tudo. Neste ano novo continuaremos aqui e na Televisão Record-MS como comentarista. Segue a vida. Feliz Ano Novo aos leitores. Grato.



Não há nada de novo no ano novo”. (Aldir Blanch)
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