11/07/2018 - 04:21

Eleição sem perguntas e sem respostas?

Manoel Afonso
BELEZA!  Em apenas 2 anos de mandato o senador Pedro Chaves (PRTB) destinou nada menos que R$102.192.237,09 para nosso Estado, assim distribuídos: Bolsão R$14.492.840,00 – Campo Grande R$8.141.085,00 – Cone Sul R$10.170.000,00 – Grande Dourados R$20.924.500,00 – Leste – R$6.602.500,00 – Norte R$9.362.500,00 – Pantanal R$14.000.201,00 –Sudoeste R$11.198.750,00  e região Sul Fronteira R$ 7.299.861,00.

PERFIL Com os 70 anos completados neste 2 de julho o ex-governador  Puccinelli (MDB) foge do ostracismo  ao tentar buscar o poder reunindo velhos companheiros como os ex-deputados Akira Otsubo (MDB) (1983/87), Antônio C. Arroyo (PR) (1995/99), Antonio Braga (1999/2003), ex-vereadores Vanderley Cabeludo MDB) e Maria Emília Sulzer (MDB). O seu alto índice de rejeição pelo eleitor jovem  mostra o que ele pensa deste quadro sob a moldura da ‘experiência’. 

ENROSCO  O chamado ‘fator Marun’, antes positivo ao atendimento de reivindicações do PMDB ( nomeações e liberação de recursos), após esse escândalo no Ministério do Trabalho passa a ser desgastante. Apesar dos argumentos do ministro da Secretaria de Governo Carlos Marun, o assunto promete render novos capítulos e a presença dele nos palanques em nosso Estado deve ser avaliada nestes tempos de ojeriza anti-Temer.  

CONVENHAMOS!  Não é de hoje que o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) faz e  acontece no Ministério do Trabalho graças ao grupo liderado pelo controvertido Roberto Jefferson que tentou emplacar a própria filha – deputada Cristiane Brasil (PTB) naquela pasta. Por conta dos votos da bancada petebista o Governo Temer ficou refém  e ao mesmo tempo tentaria tirar proveito político. Daí a notícia envolvendo Marun. 

NO SAGUÃO  do legislativo estadual questionamentos não faltam: teremos uma campanha sem respostas, sem explicações para fatos notórios que atingem o universo político? A prisão, por exemplo, do ex-deputado Edson Giroto (PR)  - braço direito de Puccinelli - acusado de corrupção dentro de sua administração passará em brancas nuvens na campanha? E o que falar dos conchavos com o empresário João Amorim, irmão da deputada Antonieta Amorim MDB) – também preso? Pura invencionice?  

NA BALANÇA   Para o eleitor arisco agora também pesam  na escolha: transparência, honestidade, passado limpo, objetividade, vida pessoal  respeitosa e propostas claras e compatíveis com a realidade, além da boa comunicação e simpatia nas relações. Lembro: teremos só 35 dias de campanha no rádio e TV no 1º turno e 15 dias no 2º turno.  

‘CAIXA PRETA’   Esse mau humor que o eleitor exala nas pesquisas não é um dado absoluto, mas é um indício preocupante do que os candidatos enfrentarão nesta campanha. Como sair às ruas como faziam antes – naqueles chamados ‘arrastões’ no comércio e bairros ‘casa a casa’?  Haverá riscos de vaias e manifestações agressivas até. 

CABOS ELEITORAIS  Não há certeza se eles votarão no candidato patrão. Confiar no trabalho e no voto deles é como jogar na bolsa de valores a curto prazo. O candidato precisa admitir que o eleitor – empobrecido - pode ficar revoltado vendo tantos cabos eleitorais  acenando bandeiras nas ruas – pagos com dinheiro do contribuinte via Fundo Partidário principalmente. Ao invés de ajudar - atrapalha!

IRÔNICOS  Nas conversas com os eleitores jovens  - o que não falta é ironia nas respostas e colocações sobre o comportamento da classe política e gestores públicos. Usam linguagem, expressões na manifestação do desalento pelo futuro. Muitos deles se comparam aos imigrantes sofredores na Europa e Estados Unidos. Estudar pra que? E depois - trabalhar onde? 

ENGANAR  o eleitor será muito difícil com tantas sacanagens dos políticos. A cada escândalo na mídia aumenta a vontade de puxar a descarga sem dó. Na impossibilidade de punir juridicamente o político corrupto graças as firulas do Judiciário (STF), o eleitor terá a grande chance de punição ao ‘cortar o barato’ do candidato, mandando-o de volta para casa. 

O CASTIGO  da volta pra casa e sem holofotes é de uma tristeza sem tamanho para o político. O político não gosta de sua própria casa. Tem horror a rotina da convivência familiar, praticada pelos mortais que se apegam a família, cachorros, passarinhos e gatos.  O político nunca tem tempo para curtir sua casa. Nem conhece as flores do jardim e jamais cortou o gramado. Perde a intimidade com o cachorro.  Enfim, uma visita ilustre. 



O LEMA  é: ‘os compromissos em primeiro lugar’. Refeições tranquilas com todos na mesa – nem pensar! O político sempre chega depois e sem desgrudar do celular. Como consequência a família vai desagregando e perdendo a harmonia original desejada. O relato não é invencionice – fruto de observações. E uma notícia cruel para eles:  não levarão nada deste mundo, como lembrava aquele imperador.  



SAUDADES   Ele conseguiu suavizar o universo do judiciário com seu estilo leve. Foi assim desde que o conheci em 1980 em Cassilândia. Por onde passou  deixou rastro de amigos e boas lembranças. Para homenagear o desembargador Romero Osme Dias Lopes ninguém melhor que outro mineiro – Guimarães Rosa: “O real não está na saída nem na chegada; ele se dispõe para a gente é no meio da travessia”. E ele atravessou a vida sorrindo apesar das dores finais.  Valeu! Até!   

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Manoel Afonso
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