05/05/2018 - 03:39

Foi gratificante participar como entrevistado do programa ‘Papo de Redação’ na Rádio CBN

Manoel Afonso
GAVETA A tese de que os políticos investigados temiam o fim do foro privilegiado deve ser vista com reservas. Boa parte deles, pelos favores ou boas relações com o Judiciário de seus Estados, não teriam dificuldade de cobrar do poder de toga a reciprocidade. O senador Aécio Neves (PSDB) pode até renunciar ao mandato e escapar da cadeia com o processo correndo em Minas Gerais, onde tem bala na agulha.

ENFIM… também nas justiças estaduais não faltam colete salva-vidas para os políticos de todos os partidos, como uma espécie de gratidão. Afinal, em algumas situações que envolvem repasses e outros interesses do Judiciário, a necessidade do aval do poder político se faz presente. Mas eu lembro que o eleitor – sério ou sacana – enxerga essa realidade.

QUERO MAIS… Assim pode ser definido o gosto do homem pelo poder, desde em que o mundo é mundo. Pois é! Das 513 ‘excelências’ na Câmara Federal, 447 já disseram que disputarão a reeleição, 18 ainda estão indecisas e 48 resolveram desistir. Daqui, só os deputados Carlos Marun (MDB) e Zeca do PT não tentarão a reeleição. Portanto, nem sempre se confirma a tese de que a safra de políticos – como os perus – se renova sempre, embora ambos fazem glu-glu.

NOTA 10 Foi gratificante participar como entrevistado do programa ‘Papo de Redação’ na Rádio CBN-Campo Grande. Por quase uma hora debatemos com os colegas Otávio Neto e Lucas Mamédio assuntos relacionados à política local e nacional. Um papo sem censura onde manifestamos nossa opinião acumulada na experiência pessoal de 50 anos de jornalismo. O programa, disponível no Facebook da emissora.

VITIMIZAÇÃO Fenômeno verificado também no cenário eleitoral. É o que ocorre agora com o ex-presidente Lula ainda preso. Perguntado pelo jornalista Otávio Neto (CBN) se o mesmo caso não se aplicaria ao ex-governador Puccinelli (MDB) – ponderei: o eleitor do ex-presidente é da classe baixa, beneficiado pelos seus projetos sociais. Já o eleitor do ex-governador é na sua maioria da classe média, que paga a conta e tem outros critérios de avaliação.

PERA LÁ… O Governo Lula emprestou dinheiro à Venezuela e Moçambique que deram o calote. Agora o Congresso corta a verba do seguro desemprego para cobrir o buraco do BNDES. O ideal seria descontar a dívida R$ 1,164 bilhão do Fundo Partidário do PT. O pior foi o ministro Carlos Marun (MDB) – da Secretaria do Governo – comemorar dizendo “Foi uma vitória do bom senso”. Eu diria que foi uma ‘Vitória de Pirro’. Deslumbrado com o cargo, o ministro fala muito e as vezes é inconveniente.

O BRASIL está zonzo. Os números inflados das pesquisas não refletem a realidade. A inflação em baixa não compensa a desaceleração da economia. A iniciativa privada é quem paga essa conta salgada da carga tributária. Em qualquer cenário ou debate uma pergunta: quem é que está lucrando além dos bancos? E será que a bola mágica do Neymar na Copa da Rússia conseguirá reverter esse baixo astral antes das eleições?

‘A MINA’ No papo com o colega Mansour Elias Karmouche, presidente da OAB/MS) a questão dos efeitos do julgamento em 2ª Instância. Reafirmou a posição alinhada ao STF – mas admitiu que os altos honorários pagos aos advogados fomentam doutrinas e recursos de efeitos práticos discutíveis. Enfim, é a advocacia surfando em plena crise.



NÃO PERTURBE Embora a regra do TSE fosse válida desde 2014, só agora o TSF sacramentou através da decisão do relator Edson Fachin e de mais sete ministros proibindo o uso do telemarketing na propaganda eleitoral. A norma fora contestada pelo PT do B sob o argumento que a proibição fere a liberdade dos candidatos. Um incômodo a menos para o eleitor.



PONTO FINAL Será que o primeiro mês de cadeia foi suficiente para o ex-presidente Lula calçar as sandálias da humildade? Suas cartas ou ‘epístolas’ serão a plataforma do programa do PT? Até aqui sua arrogância continua perdendo para o Juiz Sergio Moro. E pensar que o Lula deu dinheiro para Moçambique ‘para pagar dívida histórica devido a escravidão’, quando teria sido mais um trambique do esquema da empreiteira Odebrescht e o PT.


Odeio os políticos do Brasil. São uns safados”. (atriz Laura Cardoso – 90 anos)
Voltar
Site desenvolvido por: