30/03/2018 - 05:50

Janela partidária virou balcão e movimentará o quadro eleitoral em todo o país até 7 de abril

Manoel Afonso
JANELA partidária virou balcão e movimentará o quadro eleitoral em todo o país até 7 de abril próximo. É o troca troca partidário, menos por ideologia, mais pela tentativa de sobrevivência. É muito dinheiro para os candidatos: R$ 888 milhões do generoso Fundo Partidário e mais R$ 1,7 bilhões do Fundo Eleitoral. Agora político parece jogador de futebol: com seu passe caro quem der mais leva!

FUNDO PARTIDÁRIO Criado em 1965 como fonte de financiamento. Não deve ser confundido com o Fundo Eleitoral. O dinheiro vem de dotações da União, multas, doações e outros recursos legais. A liberação é mensal de igual valor. O critério da distribuição: 5% à todos os partidos registrados no TSE e 95% proporcionalmente ao número de deputados na Câmara Federal.

FUNDO ELEITORAL Criado em 2017. O dinheiro baseia-se na compensação fiscal da TV e rádio recebida pela propaganda partidária em 2016 e 2017, além de 30% do valor dos recursos das chamadas emendas impositivas (obrigatórias) dos parlamentares. Até 1º de junho do ano eleitoral os recursos estarão disponíveis em banco. 2% dos recursos vai para todos os partidos, 35% entre os partidos com pelo menos 1 deputado federal, 48% entre os partidos proporcionalmente ao número de deputados em 28/08/2017 e 15% entre os partidos pela proporção do número de senadores naquela mesma data.

VALORES: Ao MDB o Fundo Partidário destinará R$ 234,3 milhões; ao PT R$ 212,3 milhões; ao PSDB R$ 185,8 milhões; ao PP R$ 134,3 milhões; ao PSB R$ 118,8 milhões: ao PSD R$ 112 milhões; ao PR R$ 109,9 milhões; ao DEM R$ 89,1 milhões. Essas as siglas mais beneficiadas pelo critério de distribuição.

DE NOVO? Tudo leva a crer que o deputado estadual Mauricio Picarelli (PSDB) deva concorrer ao seu 9º mandato. Perto dos 70 anos que completa neste abril e mesmo fora da televisão aberta onde atuou por 34 anos, ele continua interagindo com o público via internet e como pastor da Igreja Batista. É o desafio da reinvenção do artista e político.

BASTIDORES Gente do andar de cima da política insinua mas não abre o jogo sobre os próximos capítulos da sucessão estadual. Há um clima de expectativa sobre eventuais surpresas envolvendo composições partidárias. É parte da democracia embora não garanta sucesso nas urnas. É preciso consultar o povo – que anda ‘desconfiado’ – como sempre dizem os paraguaios aqui residentes.

INTERROGAÇÃO? Murilo Zauith não atendeu aos apelos do ex-governador André ( MDB) e foi para o Democratas. Ao deixar o PSB o ex-prefeito de Dourados cria assim a expectativa de um outro grupo político em condições de disputar o Governo ou Senado. Dependerá da evolução dos entendimentos e de novas filiações, entre elas do deputado Barbosinha (PSB).

DESAFIOS Não fugirá a regra, inclusive dos conflitos internos a ser contornados. A presença do deputado Zé Teixeira se contrapõe a postura do deputado Mandetta, crítico da administração estadual. Enfim, a região da Grande Dourados verdadeiramente inserida no processo sucessório. E mais: O deputado Elizeu Dionízio sai do PSDB rumo ao PSB; os deputados George Takimoto e Paulo Duarte trocando o PDT pelo MDB e o coronel David deixa o PSC indo para o PSL.



DETALHES O governador Reinaldo (PSDB) com ações administrativas no interior e capital ao mesmo tempo em que se aproxima de lideranças expressivas. Seus gestos indicam a intenção de composição mas sem perder a condição de protagonista. Sua firmeza lembra aquela postura de não recuar (apesar dos apelos do ex-governador André – MDB) – a candidatura à prefeitura da capital e depois ao próprio governo.



PONTO FINAL O PT colhe no sul do país a semente de ódio que plantou ao longo dos anos. Incoerência dos petistas que reclamam – pois o próprio ex-presidente Lula ameaçou várias vezes colocar nas ruas o exercito do companheiro João Pedro Stédile. Os petistas não se conformam com a indignação dos adversários. Qualquer semelhança com a Venezuela seria mera coincidência?



A credibilidade do país é proporcional aos juros que os banqueiros lhe cobram”. Millôr Fernandes
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