01/12/2017 - 13:43

O choro ‘made in Paraguai’ dos corruptos

Manoel Afonso
‘DAY AFTER’ Depois de tanta confusão e barulho foi aprovado o projeto da Reforma Previdenciária na Assembleia Legislativa. E pergunto: quem de fato poderá ser beneficiado politicamente com a postura contrária ao projeto? Qual será a densidade dos eleitores que poderão se vingar nas urnas? Seria suficiente para decidir o pleito?

REPRISE A Central Única dos Trabalhadores, Partido Comunista do Brasil, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, Diretório Regional do PT, Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e a Federação dos Trabalhadores em Educação de MS – com seus anúncios nos jornais – criticam o projeto. Mas qual o peso político efetivo destas entidades? É a pergunta a ser avaliada no cenário estadual.

INDAGA-SE: O que estaria pensando o eleitor comum, que não exerce função no Governo Estadual, a respeito destas mudanças na Previdência? Aliás, esse cidadão da iniciativa privada sabe: hoje o teto de sua aposentadoria pelo INSS é de R$5.531,31. Já no serviço público estadual 25% tem proventos superiores ao citado teto. Esse pessoal pagará contribuição de 14% a partir de maio de 2018. Já 75% restante do funcionalismo continuará pagando 11% de contribuição. Quanto ao Governo, aumentará sua contra partida de 22% para 24% a partir de 2019.

NÚMEROS Estive com o secretário Carlos A. de Assis, da Administração e falamos sobre os números relacionados ao funcionalismo público. Após comparações com alguns Estados que não se adequaram aos novos tempos, ele lembrou que o reajuste linear de 2,94% dado pelo Governo a partir de setembro último, teve um impacto mensal de R$ 11 milhões na ‘folha’. Em 2014 o custo com os funcionários era de R$3,9 bilhões e em R$ 2016 pulou para R$ 5,3 bilhões. 

ARREMATE O poder de mobilização do funcionalismo público é notório. Mas para o deputado Zé Teixeira (DEM) o Governo teve a coragem de tomar medidas impopulares, apesar dos riscos de desgastes eleitorais. Já o deputado Junior Mochi (PMDB) lembrou que o tempo fará justiça ao Governo em fazer sua parte dentro do projeto nacional para salvar o sistema previdenciário. O deputado foi muito bem nos debates e articulações com os representantes dos funcionários. Não perdeu a autoridade e a compostura.

A PROPÓSITO O Brasil está envelhecendo. Em breve, neste ritmo, vai consumir mais bengalas e menos chupetas. Chegamos a 205,5 milhões de brasileiros e os ‘sessentões’ já são 14,4% do total. Nos últimos 4 anos a população cresceu 3,4%. Com isso, as regras atuais da previdência ficam inviáveis. A dúvida é se os políticos pensarão no futuro do país ou só nas eleições de 2018. Temo que a Reforma da Previdência não passe. 

NO CLIMA PDT e PMDB afinando as violas para 2018. Os pedetistas elegendo nesta sexta feira o novo diretório regional já com as figuras do Juiz Odilon de Oliveira e do ex-deputado Antonio C. Biffi. Na outra ponta os peemedebistas elegendo neste sábado o novo diretório com a presidência reservada ao ex-governador André Puccinelli. Cada partido ao seu estilo e clima fazendo seu barulho. O eleitor – de olho!



CARLOS STEPHANINI Impossível não gostar dele. Antes de ser Desembargador advogava com seu colega Claudionor Abss Duarte (hoje Desembargador no TJMS) no escritório que na rua 14 de junho ( Casas Bahia). Candidato a vice governador na chapa de José Elias Moreira em 1982, veio o primeiro desafio: viajar de avião. Stephanini tem pavor avião e coube ao seu colega Claudionor dirigir um ‘valente’ Chevette por todo o Estado. A derrota não o abalou. Manteve-se agradável. Política? Só da boa vizinhança. 



SÔNIA CALDART Infelizmente a nossa colega jornalista e apresentadora de TV perdeu totalmente a visão mesmo após vários anos de tratamento contra a ‘retinopatia autoimune’. Fase difícil, mas aos 60 anos de idade não perdeu o prazer pela vida, já aprende ‘braile’ e vai tentando se adaptar a nova realidade. Exemplo para os ‘chorões’ de plantão reavaliar a vida. Sônia merece nosso carinho e atenção redobrados.

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