26/11/2017 - 05:38

O peso do clamor público nas eleições 2018

Manoel Afonso
O EMBATE Está posto na Assembleia Legislativa o projeto da Reforma Previdenciária. Não se sabe como será decidido. O Governo lembra o custo mensal de R$83 milhões que tem para pagar os servidores inativos e aponta o fundo superavitário de R$400 milhões ( exclusivo dos funcionários concursados após junho de 2012) como a solução de caixa. Jamais presenciei tamanha mobilização na Assembleia como agora. A pressão é grande, o governo e os deputados da base aliada sabem dos riscos de desgaste eleitoral. O episódio vai constar do cardápio das eleições de 2018.

A PROPÓSITO Se o Governo Estadual está preocupado com a falta de recursos para arcar com as aposentadorias, o Governo Federal também está. O ministro Meirelles ( Fazenda) tem sido franco nas suas advertências. Ora! Enquanto o benefício do INSS é em média R$1.862,00 – um aposentado do Congresso Nacional ganha R$28 mil, do Judiciário é 25.800,00, dos Militares é R$ 9.479,00 e do Executivo – R$7.500,00. O país não aguenta. Quebra!

NELSINHO TRAD Como caminhará nas eleições de 2018? O ex-prefeito da capital acaba sendo beneficiado com a comparação que se faz de sua gestão com a de Alcides Bernal (PP) desastrosa sob todos os pontos de vista. Ele tem se mostrado cauteloso, aparando arestas, evitando confrontos de ideias para agregar simpatias e apoios. Aqui o PTB vive mais do poder de fogo de Nelsinho na busca de vaga ao Senado. Um detalhe: conta muito ter um irmão prefeito da capital.
 
‘ HIPERTENSÃO’ A dosagem dos medicamentos de uso diário dos implicados na trepidante ‘Lama Asfáltica’ deve ser reforçada após o anúncio de Fernando Segovia – novo diretor da Polícia Federal – de que todas operações em curso nas varas federais do país continuarão no mesmo ritmo. Nos bastidores comenta-se: novos capítulos devem ocorrer brevemente. Promessa de fortes emoções.
 
‘NA TRAVE’ Como diria o locutor José Geraldo de Almeida: “foi por pouco, mas por muito pouco mesmo que deputado Carlos Marun (PMDB) não virou ministro”. Faltou só assinatura presidencial do ato. Há controvérsias. Na alfinetada do senador Renan Calheiros (PMDB), a presença de Marun representaria a força do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB) no governo. Para alguns, a decisão de Marun em aceitar a nomeação, para ficar no cargo até o final do mandato de Temer, sinalizaria que o ex-governador André Puccinelli (PMDB) não deve concorrer ao Governo em 2018. Mas a novela não acabou aqui. Marun pode sim virar ministro.
 
‘RESSACA’ Embora o pessoal da sua ‘guarda pretoriana’ insista em passar uma imagem otimista do ex-governador André após o episódio de sua prisão, a realidade não é bem assim. A versão de que a sua eventual candidatura ao governo em 2018 teria o incentivo da própria família é fantasiosa. Se a prisão do seu fiel ex-secretário Edson Giroto já refletira em sua postura, imagine neste episódio traumatizante que envolveu também seu filho. André não é o super homem apregoado por ‘amigos’ que o cercam.
 
‘FUTURO’ Certa feita escrevi que o PMDB é refém de André. A tese tem respaldo nesta sinuca de bico em que o partido se encontra. Em seus quadros não há outro nome com força suficiente para disputar o governo em 2018. A leitura pragmática da lista dos políticos peemedebistas dispensa comentários. A tendência é que lá frente o PMDB costure aliança com o PSDB, tendo Reinaldo como postulante a reeleição. O PMDB – como temos visto nos últimos tempos em Brasília, é um partido sem ideários. Um sócio perigoso, pouco confiável.


 
CLAMOR PÚBLICO Significa o descontentamento, indignação ou comoção no meio social pela pratica de crime em circunstâncias especiais de grande repercussão. É também com base nesta premissa que a justiça tem decretado a prisão de homens públicos. Não há que se atentar só ao risco de destruir ou dificultar acesso as provas. A justiça se sente na obrigação de dar uma satisfação à sociedade como ocorreu agora no Rio de Janeiro.


 
E MAIS… As manifestações apoiam as prisões dos políticos que roubam e ostentam o patrimônio que humilha o eleitor que mora após o último ponto ( sem cobertura) da linha de ônibus. Precisamos aprender com essa tragédia moral que atinge o carioca. Figuras como Sergio Cabral (PMDB) e Garotinho (PR) não são exclusividades do Rio de Janeiro. São como aquelas pragas de jardim. Nascem em todos os lugares.

Voltar
Site desenvolvido por: