25/05/2018 - 08:24

O tempo passa num piscar de olhos...

Manoel Afonso
LUA CHEIA ou Lua de Lobisomem. A procuradora geral Raquel Dodge cada vez mais temida pela classe política. Após exigir com sucesso à volta à prisão dos ex-poderosos locais envolvidos na Operação Lama Asfáltica, ela lembra: “ O eleitor vai considerar o combate a corrupção para escolher os próximos governantes”. A propósito comenta-se: novas prisões deverão ocorrer em terras guaicurus.

CAIXA PRETA Para o jornalista Élio Gaspari a Ordem dos Advogados do Brasil “se mete em tudo, vive de cobrança compulsória, não mostra suas contas, preserva a eleição indireta – tornou-se cartório de franquias e o compromisso com o direito é politicamente volúvel” A notícia de que o Tribunal de Contas da União quer auditar as contas da OAB que arrecada R$1 bilhão anual alimenta a polêmica interessante.

FAMÍLIA Não tenho os números por razões obvias, mas se exercesse a profissão de jornalista em Brasília, teria condições de aferir o número de parlamentares divorciados ou simplesmente separados. Não é difícil concluir que na maioria das vezes a causa maior está estritamente ligada às atividades rotineiras massacrantes que a política exige.

PERDAS & GANHOS Temos exemplos de divorciados de grande visibilidade: ex-presidentes Collor de Mello (PTC), Dilma Roussef (PT) e o presidente Michel Temer (MDB). Eles e muitos integrantes do Congresso Nacional não conseguiram conciliares as atividades políticas com os deveres ou relações familiares por razões diversas e a opção pelo poder ou mandato acabou prevalecendo. Não questiono valores ou a felicidade deles, apenas registro e com respeito.

A POLÍTICA sufoca a família do político ainda nas cidades interioranas. O eleitor não respeita a privacidade do prefeito e do vereador. Na sua ótica tacanha seria apenas extensão da repartição pública com trânsito livre. Esses dois personagens da política são, portanto a primeira vítima da atividade política que tem conseqüências na vida do personagem independentemente se conseguiu chegar a Brasília ou não.

VALORES Quando se vê os políticos nesta vida atribulada, de agenda maluca e situações estressantes (e humilhantes até) é de se questionar se efetivamente vale a pena. Serão os eleitores mais importantes do que a família no balanço existencial? O tempo passa num piscar de olhos; os filhos crescem sem convivência paternal. Não há amigos na política. Apenas parceiros de conveniência do poder que seduz os vaidosos.



O PODER Definições não faltam, da Grécia antiga aos filósofos atuais. Uma fala franca recente do ex-presidente Fernando H. Cardoso (PSDB) merece registro: “Chega um momento que você não tem mais força, então você tem que fazer alianças se quiser manter o poder. Ou se não, se quiser manter a pureza vai para a academia ou para a igreja, melhor ainda”.



ARREMATE A esquerda quer fazer das últimas revelações norte-americanas sobre o ex-presidente Geisel um combustível eleitoreiro, principalmente nas universidades. Na zona de conforto, os ilustres professores universitários omitem as matanças e barbáries havidas em Cuba, na Rússia de Stalin, na China e agora na vizinha Venezuela.



É a velha sina. A firma sempre quebra na mão de Parente.” (Ayrton Baptista Jr) 
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