12/11/2017 - 01:32

Política, um elevador com pegadinhas

Manoel Afonso
RICARDO AYACHE Descendente de libaneses de boa cepa, o presidente da Cassems segue a filosofia ‘tudo a seu tempo’. Mesmo assediado por lideranças partidárias vai mantendo o equilíbrio na postura e conservando a boa imagem. Evidente - há também os políticos, por motivos óbvios, torcendo para que ele não adentre a sedutora arena política. Um concorrente a menos. Ricardo tem razões de sobra para pensar profundamente sobre o desafio. Menos emoção e mais razão.
 
JUNTOS ou separados? Separados – mas previamente combinados entre si? A referência é sobre o caminho ou caminhos dos irmãos Nelson Trad, Fábio Trad e Marcos Trad em 2018. Perguntas frequentes que tento responder no dia a dia. Tudo irá depender das pesquisas, do quadro e dos projetos de cada um deles. Na política a consanguinidade nem sempre prevalece. Homem é como o passarinho, cada qual com seu voo.
 
ELEVADOR Lembra a política: sobe e desce com direito a pegadinhas de arrepiar. Juvêncio Cesar da Fonseca (PMDB) foi vereador, secretário estadual da educação no Governo de Marcelo Miranda, prefeito da capital duas vezes e senador eleito em 1998 com 384.264 votos contra 239.050 votos de Carmelino Resende (PPS) e 102.560 votos de Saulo Queiroz ( PFL). Mas em 2006, aos 71 anos de idade, concorreu a Assembleia Legislativa e ficou no humilhante 44º lugar com apenas 8.267 votos. Errou o passo e foi atropelado pelo tempo.
 
FADIGA É igual gripe. Todo o político corre o risco. Já naquela eleição ao Senado, apesar do seu currículo e da imensa estrutura partidária, os sinais da fadiga eram visíveis. Juvêncio foi atropelado na reta final e certamente seria batido com mais 15 dias de campanha. E lá no Senado, sendo apenas coadjuvante o cidadão simplesmente desaparece. Foi o que aconteceu com ele.
 
OS POLÍTICOS não se reinventam porque acham que o estilo adotado que deu certo ontem não pode ser mudado. Medo e comodismo. Eu fico perguntando - por exemplo: será que o ex-governador André Puccinelli (PMDB) tomou a vacina contra a fadiga? A fila anda. Já a ex-senadora e ex-conselheira Marisa Serrano sutilmente olhou para o relógio e saiu da vida pública sem desgastes. A imagem que teremos dela: feliz!

CACIQUISMO Aos 87 anos de idade o ex-presidente Sarney continua sendo o ícone do PMDB influente no Palácio do Planalto. O episódio da nomeação do delegado Fernando Segóvia para o cargo de diretor geral da Polícia Federal mostrou isso. Aí os políticos com culpa no cartório - temendo a Lava Jato - sonham em respirar melhor.

CORUMBÁ Papo agradável com o prefeito Marcelo Iunes (PTB) no saguão da Assembleia Legislativa. A experiência política é a sua arma nesta fase; é da terrinha e tem bom transito no governo estadual e outras lideranças. Vereador, ex-presidente da Câmara Municipal, obteve 13.124 votos para deputado estadual em 2014 pelo PDT.O seu futuro tende a ser o PSDB.

‘LAVA JATO’ Em alguns pontos da rodovia Camapuã-Figueirão ( MS 436) o asfalto esfarela. Quem passa por lá fica horrorizado com o desperdício do dinheiro público. Aliás, a obra está no rol da ‘Lama Asfáltica’; o Ministério Público Federal requereu perícia técnica, impedindo a restauração para preservar as causas dos defeitos. Imagens fortes que devem aparecer no horário eleitoral de 2018.


 
ORGANIZADO A tecnologia é arma importante para a vida do político. Contra ou favor. No caso do vereador Delegado Welington (PSDB) monitora com precisão todas suas indicações, requerimentos e projetos. Em seu celular tem o mapa da nossa capital com o zoneamento demonstrativo das ações desenvolvidas bairro por bairro. Pensa alto de olho na Assembleia Legislativa. 


 
A PROPÓSITO A bancada tucana na Câmara Municipal de Campo Grande é de um bom nível e poderá ser de grande importância nas eleições de 2018. Evidente que ainda falta-lhe maior experiência no jogo político em certas situações – o que é natural. Mas não custa lembrar, o vereador João Rocha (PSDB) dispõe de um canhão no comando daquela Casa de Leis. Basta saber acionar o gatilho.

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