08/03/2018 - 04:45

Cresce desconforto no Supremo com pressão do PT

Por Gerson Camarotti
G1
Colegas da ministra Cármen Lúcia no Supremo Tribunal Federal (STF) já percebem desconforto da presidente da Corte para colocar na pauta de julgamentos a ação que discute a constitucionalidade da prisão a partir da condenação em segunda instância.

A pressão maior é de integrantes do PT que tem percorrido gabinetes do STF em busca de conversas com ministros para colocar o tema na pauta.

Isso porque, na avalição do núcleo petista, é mais seguro votar um caso genérico do que colocar na pauta um recurso especfíco do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesta terça-feira (6), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, por unanimidade, pedido de habeas corpus preventivo apresentado pela defesa para evitar a prisão do ex-presidente Lula.

A negativa do STJ não permite o início do cumprimento da pena de 12 anos em regime fechado à qual ele foi condenado em janeiro no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4).

Na avaliação do PT, a única chance de Lula escapar da prisão é obter uma decisão favorável no Supremo Tribunal Federal (STF), quarta e última instância da Justiça.

Na semana passada, a própria Cármen Lúcia foi surpreendida com a presença de parlamentares do PT – inclusive Gleisi Hoffmann, presidente do partido – que foram ao seu gabinete a pedido do ministro Ricardo Lewandowski.

Vários outros petistas foram vistos nos corredores do Supremo apresentando pedido semelhante. Entre eles Jaques Wagner, Gilberto Carvalho, José Eduardo Cardozo e Sigmaringa Seixas.

"Nunca o Supremo foi tão pressionado; nem durante o período do mensalão", desabafou ao blog um integrante do Supremo.

Com a decisão do STJ, o PT joga todas as fichas no Supremo para evitar a prisão de Lula e reverter o entendimento de que condenados a partir da segunda instância já podem cumprir a pena de prisão.
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