05/08/2017 - 05:09

Deputado Lídio Lopes vê com naturalidade o ingresso de Bolsonaro no PEN

Manoel Afonso
FOLCLORE Newton Cardoso (PMDB) ficou famoso por suas ‘tiradas’ como governador de Minas Gerais. Certa feita negou-se a usar helicóptero oficial alegando de que ‘aquele trem’ tinha o nome de seu adversário e ex-governador Helio (Garcia (PP). Caprichoso, sentenciou ao piloto: “daqui pra frente esse trem vai se chamar Newtoncóptero.
 
CASO UBER Pena! Se não bastasse a Assembleia Legislativa ( via deputado João Grandão-PT) em legislar a matéria de competência da União, agora a prefeitura da capital insistiu em erro parecido. Ora! Não há como se permitir a tentativa de se dar o mesmo tratamento do serviço de táxi ao Uber. O mundo mudou; vale a economia de competição e mercado contra o monopólio de táxi.
 
A CÂMARA Municipal de Campo Grande está fazendo bem a sua parte quando instalou uma CPI para questionar o monopólio na distribuição de alvarás de táxi. Um questionamento inédito em toda história do legislativo municipal e que deve servir de inspiração a outras grandes cidades do país. Há muita sujeira debaixo deste tapete.
 
A PROPÓSITO O usuário não quer mais ficar refém do velho serviço de táxi. Reclama-se do odor terrível de cigarro no interior dos veículos; da falta de conforto ( ser ar condicionado e do estado ruim de conservação dos mesmos, além dos preços caros cobrados pelas corridas. Esse é o cenário sem retoques.

LÍDIO LOPES O deputado estadual (PEN) disse-me que vê com naturalidade o ingresso do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) em seu partido pela defesa que faz da família e dos princípios cristãos. Lídio está inconformado com o ‘Golpe do Distritão’ para garantir a reeleição dos coronéis regionais das grandes siglas como PMDB, PSDB e PT.
 
‘DISTRITÃO’ Extingue o quociente eleitoral. As votações de deputados e vereadores passariam para o sistema majoritário, sendo eleitos os mais votados nos municípios e estados. Ao contrário do sistema proporcional, a ‘sobra’ dos votos individuais não migram para outro candidato. São desperdiçados.


 
CRÍTICAS Para o deputado Lídio o ‘Distritão’ enfraquece os partidos pequenos que ajudam o sistema democrático funcionar. Os candidatos terão que ter muitos votos para se eleger, tornando as campanhas mais caras. Os candidatos de um mesmo partido acabarão disputando votos uns contra os outros. Guerra total.


 
‘OUTRO LADO’ O argumento dos defensores do ‘Distritão’ é que ele acabaria com o fenômeno conhecido como ‘efeito Tiririca’, onde candidatos com poucos votos são beneficiados - e outros prejudicados por não obter o chamado quociente eleitoral – caso de Luciana Genro (PSOL-RS) em 2010 que apesar dos 130 mil votos não se reelegeu.



“A vitória de Temer foi a vitória da mala”. (Bernardo Mello Franco)
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