14/09/2018 - 04:15

Reinaldo Azambuja promete continuidade da Caravana da Saúde

G1/MS
O candidato a reeleição ao governo de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), afirmou durante entrevista ao MS1 desta quinta-feira (13) que, se eleito, vai dar continuidade a Caravana da Saúde, programa que iniciou em seu primeiro mandato e levou por meio de unidades móveis atendimento médico a vários municípios do estado.

Azambuja também negou que tivesse recebido propina do grupo JBS em troca da concessão de incentivos fiscais, denúncia feita em deleção de executivos da empresa e que está sendo apurada na operação Vostok, deflagrada nesta quarta-feira (12), pela Polícia Federal. Ele está sendo investigado na ação e teve, inclusive, documentos apreendidos em sua casa e na governadoria.

O candidato participou da quarta entrevista feita pela TV Morena, com os candidatos ao governo estadual. Assista no vídeo acima. As entrevistas seguem até sexta-feira (14) e, abaixo, há o cronograma. Sobre a saúde, o candidato disse que pretende, se for reeleito, manter o programa Caravana da Saúde:

“A Caravana é um programa para suprir uma necessidade. O que vale é a regionalização. É Coxim com hospital. É Ponta Porã. É Três Lagoas, é Dourados, é o Hospital do Trauma, Hospital do Câncer, é Nova Andradina, é Naviraí. Um programa de regionalização que está sendo implementado. Caravana é para tirar da fila pessoas que ficaram anos esperando. Quando comecei o governo tinha 72 mil pessoas para fazer uma cirurgia. Agora você vai deixar 72 mil pessoas esperando. Pergunta para quem foi na Caravana da Saúde se não está contente. [...] Eu vou continuar, se for eleito, com a Caravana da Saúde."

Azambuja assegurou ainda que pretende, se eleito para um segundo mandato, manter a redução de cinco pontos percentuais da alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre o preço do diesel, aplicada em junho deste ano, após o governo ter firmado acordo com os caminhoneiros do estado para que eles encerrassem a paralisação que havia sido iniciada em maio.

“A promessa [de reduzir a alíquota do diesel] foi cumprida no primeiro ano. Nós combinamos com o setor, o Sinpetro [Sindicato dos postos], que eles iriam baixar a alíquota e iriam transferir no preço para o consumidor final. Mas o que aconteceu, incorporou lucro para o dono do posto. [...] Aí veio a greve e nós discutimos de novo e chamamos o Ministério Público e o Procon e dissemos: 'Vamos fazer de novo, só que agora é o seguinte [...] se vocês não transferirem o desconto dos cinco pontos de desconto do ICMS, e essa lei não tem prazo mais, o Procon e o MP vão autuar vocês'. [...]Isso não muda mais. É competitividade para o estado. [...]Quanto mais a alíquota diminuir, mais competitiva é a nossa economia”.

Operação Vostok
Azambuja foi questionado pela jornalista Bruna Mendes durante a entrevista sobre a investigação aberta pela Polícia Federal em que ele é suspeito do recebimento de propinas pelo grupo frigorífico JBS em troca da concessão de benefícios fiscais. Também foi perguntado sobre a participação do seu filho e assessores próximos, como o ex-secretário de Fazenda, Márcio Monteiro, no suposto esquema.

“Só ontem que tive oportunidade de falar [em depoimento a Polícia Federal]. Foram 34 perguntas e respondi todas. Perguntaram se tinha recebimento de propina. Eu disse que não. Perguntaram porque a doação oficial, expliquei os detalhes da doação oficial ao partido, ao PSDB. Expliquei os termos de acordo que nós mudamos para 1.199 empresas. Nada a esconder. Respondi 34 perguntas e não ficou nenhuma dúvida, porque não tem dúvida. Eu tenho obrigação de prestar contas a população do meu estado e estou fazendo”.
Voltar
Site desenvolvido por: