01/06/2017 - 07:24

Corinthians espalha placas orientando contra pagamento de propina na base

As mensagens foram afixadas no Parque São Jorge

Globo esporte
A fim de combater atos de corrupção e estelionato nas categorias de base, o Corinthians espalhou placas pelo clube orientando atletas, pais e representantes a não pagarem em troca de benefícios.

As mensagens foram afixadas no Parque São Jorge, em locais de treinamentos e jogos das equipes inferiores do Timão.

"O pagamento a qualquer pessoa que prometa a escalação e/ou contratação de atletas não deve ser feita sob hipótese alguma. O clube não aprova este procedimento, que se constituiu como crime de estelionato", diz trecho do comunicado.

A campanha acontece meses depois de o Corinthians enfrentar escândalos nas categorias de base. Dois casos ganharam repercussão em 2016 e culminaram na saída do então diretor do departamento, José Onofre.

O primeiro envolvia o meia-atacante Alyson, na época com 16 anos. Dirigentes do Timão e um conselheiro eram acusados de receber dinheiro e enganar um empresário norte-americano. A outra polêmica foi a divulgação de que um atleta considerado ruim em relatório foi contratado pelo clube.

– A fama que a categoria de base tem é de ser o ralo de todo time grande. Pode até existir, lógico, como tudo na vida. Estamos vendo na Lava Jato. Eu mesmo não imaginava existir (corrupção) em tanto volume, com tanta gente envolvida. Se tem (no Corinthians), a gente não sabe. Eu não vou pôr a mão no fogo para dizer que não tinha (erros na base), mas vou colocar a mão no fogo para dizer que não vai ter. Mas é claro, a gente escuta casos, alguns foram até ao Conselho – declara Carlos Nujud, diretor do departamento de formação de atletas do Corinthians há cerca de dois meses.

O cartola, que garante nunca ter presenciado um ato ilícito desde que assumiu o cargo, acredita que as placas podem chocar num primeiro momento, mas afirma que elas são necessárias:

– É uma norma. Todo pai acha que tem um Maradona, um Messi e um Neymar dentro de casa. Às vezes o pai se engana. Pega o moleque jogando na rua e é uma coisa. No campo, com esquema tático, pode ser outra coisa. Às vezes ele vem, oferece, dá dinheiro para alguém escalar. Aqui não tem mais. Se tiver, é desconhecido da nossa diretoria.
 
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