03/10/2017 - 04:53

André Puccinelli e Reinaldo Azambuja

Dante Filho
Hipoteticamente, digamos que a eleição de 2018 termine numa convergência de disputa entre André Puccinelli (PMDB) e Reinaldo Azambuja (PSDB).  

Colocando as duas biografias lado a lado, quem você escolheria para governador o Mato Grosso do Sul?

Não vale pular no abismo.

Olhando o cenário atual e considerando que ambos estejam aptos a disputar, não será preciso ser um gênio para saber o que vai acontecer. 

Pesquisas de vários calibres e com tendências diversas apontam que Azambuja voltará para a fazenda, na sua velha República de Maracaju. 

Mesmo que Reinaldo reinvente o personagem, ele não tem aquele magnetismo pessoal que inspire as pessoas a acreditar que possa fazer um mandato menos desastroso do que o atual. 

Ele certamente vai fazer um esforço para melhorar a performance. Deve estar tentando superar a timidez, sorrir mais, conversar mais, mas tem sempre algo errado com ele, indicando que ele não se sente à vontade nesse figurino de “homem simpático” que vem tentando forjar. 

Azambuja não tem culpa disso, reconheço. Ninguém fica impune quando é formado na estufa do coronelismo obtuso, que nasceu e cresceu pensando que vender gado e comprar gente é tudo a mesma coisa. 

Seu grupo de entorno está tentando convencer os formadores de opinião de que vai se “soltar muito dinheiro para sua reeleição”. Azambuja está indo ao mercado fazer feira e isso lhe garantirá a vitória, conforme sua turma vem propagando. 

Vamos ver. 

Puccinelli, por outro lado, conta com a memória coletiva de um governo problemático, embora realizador. Pessoalmente, André é mais autêntico, mais democrático do que Azam (dentro dos padrões de democracia que conhecemos), melhor administrador e um articulador mais eficiente. 

O problema de André é o som que vibra ao seu redor. Seu entorno é ciumento, exclusivista, um grupo de hienas ferozes que reluta em renovar quadros e arejar o ambiente. 

Nenhum dos dois é perfeito. Ambos estão fora do tempo. Representam o que se chama “velha política”. Mas vejo que Pucci tem maior capacidade de reatualizar o significado das coisas. 

Colocando ambos lado a lado, André leva ao avanço; Azambuja aprofunda  o retrocesso. 
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