09/03/2018 - 07:13

Azambuja do PSDB e Zeca do PT perto da união

Manoel Afonso
JANELA PARTIDÁRIA O tempo de propaganda e a fatia do fundo eleitoral dependem do tamanho das bancadas do Congresso. 48% da grana do Fundo depende do número de deputados de cada partido; é a maior fonte de financiamento de campanha seguida pelas doações de pessoais físicas e o autofinanciamento. Para participar dos debates no rádio e TV o partido precisa ter no mínimo 5 congressistas. Com 1 senador e 2 deputados, a Rede, sigla de Marina Silva, por exemplo, não participaria dos debates.

O JOGO É como em Las Vegas: não vale perder. O parlamentar pensa apenas na sua sobrevivência política ao trocar de partido. Analisa o potencial do candidato na chapa majoritária e a concorrência na eventual coligação partidária. Não adianta ser campeão de votos no partido e não ter companheiros bons de votos. ‘Morre na praia’ – como se diz. É o que pensam por exemplo os deputados Barbosinha ( PSB) e Takimoto (PDT). O primeiro deve ingressar no PSDB e o segundo rejeitando o MDB, ficando onde está.

ESPERANÇA A decisão do Tribunal de Justiça no próximo dia 21 pode resultar em mudanças no cenário. Nesta data deve ser reiniciado o julgamento do recurso interposto pelo ex-governador Zeca do PT contra aquela decisão que o tornou inelegível. Dois desembargadores que já votaram – acolheram seu pedido de anular todo processo, reabrir prazos para a instrução (ouvida de testemunhas) com novo julgamento em 1ª. instância. Falei com o advogado Carlos Alberto de Jesus que vê chances de procedência do recurso.

O DESTINO Por essas ironias partidárias, o PT de Mato Grosso do Sul pode contrariar até a orientação nacional ( e ainda tem?) e caminhar – ainda que informalmente – com a candidatura tucana do governador Reinaldo à reeleição. O ex-governador Zeca do PT mantém boas relações com Azambuja e tratativas neste sentido estão sendo costuradas.

DE ACORDO Conversei sobre o assunto com o deputado Zé Teixeira (DEM) que reconheceu essa possibilidade, alegando que ‘a política envolve diálogo entre todas as partes’. Também os deputados Felipe Orro (PSDB) e Pedro Kemp (PT) comungaram com o mesmo pensamento do colega democrata. Pelo visto esse entendimento não é mais segredo entre os deputados da base aliada do governo e os deputados petistas.

EXPLICO Não é segredo as desavenças entre Zeca do PT com o ex-governador Puccinelli e o ex-juiz Odilon de Oliveira. Daí a impossibilidade do seu partido coligar ou apoiar qualquer uma das duas candidaturas. A terceira via seria a candidatura de Zeca do PT ao Senado com apoio informal apenas à candidatura de Reinaldo. O obstáculo inicial seria a viabilização jurídica do direito do ex-governador petista deixar de ser inelegível. Aliás, medida neste sentido já transita em nosso Tribunal de Justiça.



DÚVIDAS Nos bastidores perguntas ainda continuam sem respostas. A liderança de Zeca representaria a parte maior ou menor dentro do partido, comparando-se as outras lideranças que bandearam para o PDT e hoje defendem a candidatura do ex-juiz Odilon de Oliveira? Como o eleitorado petista reagiria com essa espécie de coligação branca (informal) com o PSDB?



ENFIM… Somar é preciso quando se prepara para a guerra eleitoral. Os resultados podem ficar distantes das previsões, pois a tecnologia da informação está presente e faz estragos a toda hora. Imagino as imagens, boatos e notícias que vão povoar as telas dos celulares nas esquinas de todas as ruas deste país. O candidato que não tiver ‘guarda chuva’ deve se acautelar e ficar em casa cuidando dos filhos ou netos.



“…tem que descer o cacete mesmo. Tem que apanhar porque eles vão revidar e aí é a hora de apanhar”. (Vereador Salineiro-PSDB) 
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