15/05/2018 - 05:29

Delator da Lava Jato é preso em operação contra lavagem de dinheiro de tráfico internacional de drogas

G1
A Polícia Federal (PF) prendeu oito pessoas, na manhã desta terça-feira (15), em uma operação contra lavagem de dinheiro do tráfico internacional de drogas. Carlos Alexandre, conhecido como Ceará, doleiro da Lava Jato foi preso preventivamente. Na Operação Lava Jato, ele atuava com Alberto Youssef.

Além dele, outros dois operadores financeiros atuam no esquema. Eles foram investigados anteriormente pela PF na Operação Lava Jato e no caso Banestado, segundo a Polícia Federal.

De acordo com a PF, Carlos Alexandre firmou acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR), que foi homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Contudo, conforme a PF, ele voltou às atividades ilegais.

A PF informou que vai comunicar a PGR e o STF sobre a prisão do réu colaborador para que a quebra do acordo firmado seja avaliado.

Efeito Dominó
Batizada de Efeito Dominó, a operação é um desdobramento da Operaçãp Spectrum, deflagrada em 2017. Na ocasião, Luiz Carlos da Rocha – o Cabeça Branca, um dos maiores traficantes da América do Sul, segundo a PF – foi preso em Sorriso (MT).

Ao todo, são 26 mandados judiciais. Há 18 de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva (que é por tempo indeterminado) e três de prisão temporária. Os presos serão levados para a Superintendência da PF, em Curitiba.

Os mandados são cumpridos no Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e em São Paulo.

Crimes de lavagem de dinheiro, contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa e associação para o tráfico internacional de entorpecentes são apurados pela Operação Efeito Dominó.

A investigação
De acordo com a PF, a investigação policial apontou uma "complexa e organizada estrutura" destinada à lavagem de recursos provenientes do tráfico internacional de entorpecentes.

A estratégia da operação, conforme a PF, é baseda na ligação de interesses das atividades ilícitias dos "clientes dos doleiros" investigados.


De um lado, havia a necessidade de disponibilidade de grande volume de reais em espécie para o pagamento de propinas, segundo a PF. Do outro, de acordo com a PF, traficantes internacionais como – Cabeça Branca – tinham disponibilidade de recursos em moeda nacional e necessitavam de dólares para fazer as transações internacionais com fornecedores de cocaína.
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