26/03/2019 - 04:52

Condenado pela morte de segurança atropelado em MS é preso quase 3 anos depois

Por Ricardo Freitas e Juliene Katayama
G1/MS
Policiais da Delegacia Especializada de Capturas (Polinter), prenderam nesta segunda-feira (25) Richard Ildivan Gomide Lima, de 28 anos, condenado em 2012, a 9 anos e 9 meses pela morte do segurança Davi Del Valle Antunes, atropelado na avenida Afonso Pena, em Campo Grande.

Richard ficou preso por aproximadamente 6 meses, mas passou a responder pelo crime em liberdade. Em 2016, ele foi condenado em segunda instância pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS) ,e mesmo assim, continuou solto.

Na quarta-feira (20) o Supremo Tribunal Federal (STF) julgou recursos e entendeu que Richard deveria estar preso desde a data da segunda condenação. Em novembro de 2016, o STF confirmou, em decisão do plenário virtual, que os réus com condenação em segunda instância podem ser presos mesmo que ainda tenham recursos pendentes.

Entenda o Caso
Richard Gomide Lima, acusado de matar o segurança Davi Del Valle Antunes, em um acidente de trânsito no dia 30 de maio de 2012, na capital, foi condenado em maio de 2016, a 9 anos de prisão em regime fechado, pelo crime de homicídio com dolo eventual no trânsito, e ainda a 9 meses de detenção por fugir do local do acidente.

Após a decisão, a defesa do acusado sinalizou que entraria com recurso pedindo a anulação do júri, com base na lei que prevê uma condenação menor para crimes de trânsito.

Richard foi acusado de homicídio doloso no trânsito, omissão de socorro, fuga do local do acidente e homicídio qualificado com recurso que dificultou a defesa da vítima. Ele dirigia um carro e bateu na traseira da motocicleta pilotada por Davi, que aguardava o sinal verde, em semáforo da avenida Afonso Pena.

Durante o julgamento, o acusado demonstrou arrependimento em relação ao acidente que provocou a morte do segurança."Só tenho a dizer que não queria estar aqui, não queria que nada disso tivesse acontecido", disse.

Para Ministério Público Estadual (MPE), não foi um simples acidente de trânsito com resultado morte. O MPE defendeu homicídio com dolo eventual considerando seis fatores: álcool e direção; avançar sinal vermelho; velocidade incompatível; falando ao celular e em via de grande uso.

Em maio de 2014, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul determinou que a família do segurança Davi Del Valle Antunes fosse indenizada pelo acusado de provocar o acidente e do pai dele, que era dono do veículo envolvido.
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