03/06/2018 - 04:05

Justiça Militar aceita denúncia do MP e ex-segurança do governador de MS

G1/MS
O juiz Alexandre Antunes da Silva, da Vara da Justiça Militar Estadual, aceitou a denúncia do Ministério Público Estadual (MP-MS) contra o segundo sargento da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, Ricardo Campos Figueiredo.

O militar era motorista e segurança do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) e foi preso por obstrução de Justiça, durante cumprimento de mandado de busca e apreensão na operação Oiketikus, do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e da Corregedoria da Polícia Militar, que investigava policiais envolvidos com organização criminosa para facilitar o contrabando de cigarros.

Além de aceitar a denúncia, tornando o sargento réu no processo, o juiz também estipulou que a oitiva das testemunhas de acusação vai ser realizada na próxima terça-feira (5), às 14h50.

Figueiredo foi preso após destruir dois celulares quando policiais chegaram a sua casa para cumprir mandados de busca e apreensão durante a operação. A ação fez parte de uma investigação que levou 21 policiais militares a prisão por envolvimento no crime de facilitação ao contrabando de cigarros em troca de propina.

A exoneração da função
O sargento trabalhava na Governadoria desde o início do mandato de Azambuja. O policial foi promovido duas vezes desde 2015 e viu o salário quadruplicar de R$ 4 mil para R$ 16 mil, de acordo com informações do Portal da Transparência do governo do estado.

Ricardo Figueiredo também foi absolvido de nove punições pelo Comando Geral da Polícia Militar. Em pelo menos três desses processos ele deveria ter sido presos. Ele foi exonerado das funções na Governadoria no dia 18 de maio, um dia após ser preso.

Dois dias depois de ser preso, no dia 19 de maio, uma liminar concedida pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Su (TJ-MS), Paschoal Carmello Leandro, concedeu habeas corpus ao sargento, que estava no Presídio Militar.

Entretanto, poucos dias depois, em 23 de maio, o também desembargador do TJ-MS, José Ale Ahmad Netto, da 2ª Câmara Criminal da corte, revogou, a pedido do Gaeco, a liminar no habeas corpus, fazendo que o sargento voltasse a ser preso.
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