06/07/2018 - 04:22

Shoko Asahara, ex-líder de seita que fez ataque com gás sarin no metrô de Tóquio, é executado

G1
O ex-líder da Aum Shinri Kyo, ou Culto da Verdade Suprema, seita japonesa apocalíptica que atacou com gás sarin o metrô de Tóquio, em 1995, foi executado nesta sexta-feira (6), informou a emissora pública NHK.

Chizuo Matsumoto, conhecido pelo nome de Shoko Asahara, foi o primeiro dos 13 condenados pelos ataques a ser enforcado.

Na hora do rush da manhã de 20 de março de 1995, cinco integrantes da seita abriram de maneira coordenada várias bolsas com gás sarin em diversos trens do metrô de Tóquio. O líquido, transparente e inodoro, alcançou quase num instante o estado gasoso e se propagou pelos vagões.

Ao todo, 13 pessoas morreram e mais de 6 mil pessoas ficaram feridas com o ataque. Dezenas, inclusive, ficaram em estado vegetativo após inalarem o gás sarin.

'Iluminado'
O Aum Shinri Kyo misturava meditação budista e hindu com ensinamentos apocalípticos e cometeu uma série de crimes, incluindo ataques simultâneos de gás sarin nos trens do metrô de Tóquio em março de 1995.

Criado nos anos 1980, no início misturava crenças hinduístas e budistas, mas depois incluiu no caldeirão algumas profecias cristãs. Shoko Asahara, declarava ser, ao mesmo tempo, Jesus Cristo e o primeiro "iluminado" a chegar à Terra desde Buda.

Em 1989, a Aum ganhou status de organização religiosa no Japão. Assim, atraiu dezenas de milhares de seguidores pelo mundo – Asahara escreveu livros e chegou a dar palestras em universidades. Muitos dos entusiastas da seita eram, inclusive, estudantes de renomadas instituições japonesas.

Tudo mudou, é claro, com a radicalização – oponentes foram sequestrados, feridos e mortos – e após o terror de 1995.

Nos meses que se seguiram ao ataque mortal ao metrô, o grupo fez várias tentativas frustradas de liberar cianeto de hidrogênio, outro gás letal, em várias estações do país.

Shoko Asahara foi condenado à morte em 2004. Dois anos depois, os advogados tentaram argumentar que o místico estava "mentalmente incapacitado", mas não adiantou.
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