25/02/2019 - 11:46

Puccinelli visita vereadores do MDB e não descarta candidatura

IZABELA JORNADA E RENATA VOLPE
Correio do Estado
Ex-governador do Estado de Mato Grosso do Sul André Puccinelli (MDB) surpreendeu a todos que estavam na Câmara Municipal de Campo Grande com sua visita inesperada na manhã desta segunda-feira (25). Puccinelli entrou pelas portas laterais da Casa de Leis e visitou gabinetes de vereadores do seu partido, alegando que não descarta candidatura a prefeito da Capital. Na ocasião, ocorria debate sobre os grandes geradores de lixo.

Puccinelli que ficou preso por, aproximadamente, cinco meses, em 2018, visitou os vereadores do MDB, Drº Wilson Sami e Drº Loester. “A visita é a um grande amigo, pessoa física e não pessoa jurídica, que ele representa”, explicou.

De acordo com o ex-governador, a visita foi de cortesia e o primeiro a receber Puccinelli foi o vereador Loester. “Depois você precisa me levar no Sami também”, brincou ele, alegando que o outro parlamentar é do mesmo partido.

Puccinelli, ao ser indagado se seria candidato a vereador de Campo Grande, nas próximas eleições, em 2020, o ex-governador disse que não está nos seus planos. “Não seria candidato a duas coisas: a vereador e a deputado estadual, a outros cargos pode ser, federal, senador, governador pode ser”, adiantou Puccinelli.

Como da outra vez, nas eleições de 2018, Puccinelli continua com o mesmo discurso. "Não é minha vontade de ser candidato, eu já não o fui candidato ao senado, não existe pretensão, vontade minha, mas, se por acaso, por algum motivo, o partido pressionar e eu vier ser candidato, eu não seria a vereador ou a deputado estadual, poderia ser aos outros quatros cargos, governador, senador, deputado federal ou prefeito. Poderia ser, não quero, não pretendo", reforçou o ex-governador.

Nas últimas eleições, Puccinelli também disse que se fosse pressionado pelo partido, ele acabaria se candidatando, o que veio a acontecer. "Possibilidade sempre existe", declarou.

Anteriormente, foi ventilada a ideia de Puccinelli retomar e recomeçar o processo político de “baixo”, como aconteceu com o ex-senador José Orcírio dos Santos (PT), que após ter terminado o mandato de governador, voltou a ser vereador, se elegendo como o candidato mais votado em 2012.

Logo após o ex-governador conquistar a liberdade, deputados estaduais disseram que essa possibilidade, de Puccinelli voltar para política retomando a trajetória, poderia acontecer. 

Sobre a questão de a imagem do ex-governador ter ficado manchada depois de ter sido preso, Puccinelli disse que isso pode ser possível. “De alguma maneira afeta, mas não sei mensurar. A voz do povo é a voz de Deus”, declarou ele enquanto andava pelos corredores da Câmara, cumprimentando as pessoas.

O ex-governador disse também que não acredita em uma terceira prisão. “Me prender pela terceira vez? Sem denúncia formalizada?”, indagou.

A segunda prisão (e mais longa) de Puccinelli, também foi motivada pela delação premiada dos executivos do grupo JBS. Puccinelli e o Instituto Ícone, pertencente ao filho dele, teriam recebido propina no valor de R$ 1,2 milhão do grupo.
 

MDB

Sobre a presidência do partido, Puccinelli disse que continua presidente e que não tem nenhum nome favorito para presidir a sigla a partir das eleições que vão ocorrer em dezembro de 2019. "Pode ser Eduardo Rocha (deputado estadual), Simone Tebet (senadora), Renato Câmara (deputado estadual)", disse.

Anteriormente, deputados estaduais do MDB defenderam que o partido precisava de uma oxigenação e por esse motivo o nome de Câmara foi proposto. "Ele tem gasolina no pé e vai poder correr o Estado todo", declarou Rocha, na época. Puccinelli confirmou a possibilidade. "Ele (Câmara) já falou comigo".

Sobre a chance de ter dissidentes dentro do MDB, Puccinelli negou. "Não tenho ninguém que vai sair do partido", finalizando com a confirmação da eleição para presidente da sigla que ocorrerá no dia 6 de dezembro deste ano.
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