14/06/2018 - 04:57

'Agora caso na igreja, tenho certeza', diz devota que vive há 48 anos com companheiro e pegou 'aliança santa'

G1/MS
A cada aliança encontrada, uma salva de palmas e gritos de alegria. A fé que permeia o Santo Antônio "casamenteiro" levou novamente uma multidão à igreja que leva o mesmo nome, na região central de Campo Grande. A aposentada Dair de Lima Castro, de 65 anos, contou ao G1 que vive com o companheiro há 48 anos, mas, sempre sonhou com o casamento na igreja.

"Nós casamos somente no civil e até mesmo por isso passava todos os anos aqui na frente, no dia do Santo Antônio. Este ano, pela primeira vez, pensei que deveria vir porque encontraria as alianças. Agora eu vou voltar aqui e casar na igreja com o padre. Vou casar sim, tenho certeza", diz a aposentada.

Outra que foi ao local pela primeira vez é a dona de casa Cristiane Guerra de Souza. Há 16 anos, ela também mora junto com outra pessoa. "Vou resolver uns probleminhas e quero casar sim, se Deus quiser. Eu gritei de alegria quando achei a aliança, é a minha fé. Meu marido está trabalhando e me apoiou em vir aqui, pediu até para chamar minha mãe para vir junto", comentou. A estudante Gabriela Ribeiro, de 22 anos, também encontrou alianças. "É a primeira vez que compro, estava na expectativo. Não sei, mas, acho que vou casar sim", brincou.

Atuando na entrega dos bolos, algo diferente chamou a atenção da nutricionista Paula Cavalcante, de 30 anos. Perto dela, estava o advogado João Luiz Silva Coelho, da mesma idade. "Nosso amor começou aqui no bolo mesmo. No ano passado, neste mesmo dia, ela pegou uma aliança no bolo e, uma semana depois, ficamos pela primeira vez. Após dois meses, já estávamos namorando e estamos prestes a completar um ano de relacionamento", explicou.

Ainda conforme o advogado, tempos depois Paula confessou a ele que já tinha se sentido tocada por ele, no momento em pegou a aliança. "Eu realmente acredito e tenho fé, é algo verdadeiro e abençoado. Na época, só não comi muito bolo porque sou diabético", brincou.

Neste ano, além de inovar com bolo em diferentes formatos, a organização do evento acrescentou também o bem casado e o bombom "do santo". "Quem não encontrar a aliança pode vir aqui e se deliciar com o Santo Antônio comestível. A ideia começou na quermesse e temos trufas de sabores como beijinho, brigadeiro, maracujá e dois amores. São ao todo 500 doces em prol da paróquia", finalizou a autônoma Michele Rocha, de 38 anos.

Desde o início da manhã fria, uma multidão aguarda na fila para comprar um pedaço do bolo. Escondidas no bolo de 25 metros, que pesa 1,3 toneladas, estão 1.100 alianças de bijuteria e um par de alianças de ouro. Diz a tradição que quem encontra um dos anéis se casa em um ano.

A produção da bolo, que tem massa de pão de ló, recheio de chocolate e baunilha e cobertura de chantilly, começou há cerca de 10 dias e nesta terça-feira, véspera do dia do santo o trabalho começou a ser finalizado. Um grupo de 40 voluntários se mobilizou e concluiu a iguaria por volta das 4h40.
Voltar
Site desenvolvido por: