08/07/2018 - 06:46

Teló faz convite em vídeo para arraiá em MS de menina com tumor cerebral

G1/MS
O cantor Michel Teló fez um convite em vídeo para o “Arraiá da Bruninha” que será realizado no sábado (7), em Campo Grande, com objetivo de arrecadar fundos para o segundo tratamento contra um câncer cerebral da pequena Bruna Rafaely Oghata de Souza, de 2 anos.

Os pais de Bruna descobriram o câncer no cerebelo quando a menina tinha 10 meses de idade. Naquela época, foi retirado o tumor na Santa Casa da capital sul-mato-grossense e depois a médica oncologista Rafaela Siufi a encaminhou para fazer o tratamento em São Paulo.

“Foram seis meses de tratamento e ela fez o transplante de medula antes de vir embora em abril de 2017. Em fevereiro deste ano ela fez consulta de rotina e viu que o tumor voltou no mesmo lugar”, disse a mãe Patrícia Misay.

De acordo com a dona de casa que está grávida de oito meses, o primeiro tratamento foi apenas com quimioterapia por causa da idade. Dessa vez, começou com radioterapia logo após a segunda cirurgia de retirada de dois tumores.

“O primeiro era do tamanho de uma laranja e agora foram duas lesões quando fez cirurgia em março. Ela fez 31 sessões de radioterapia e já começou a quimioterapia”, contou a mãe.


Com a descoberta do novo tumor ao mesmo tempo da gravidez de Patrícia – que está para dar a luz em julho - o pai foi obrigado a pedir as contas do novo trabalho para acompanhar o tratamento da filha, já que a mãe não poderia mais ficar junto e por em risco a gestação.

“Meu marido ficou registrado apenas 40 dias no novo serviço, então não teve direito a nada. Agora precisamos conseguir recursos para manter ela lá e nossas contas aqui, temos a prestação do financiamento, não podemos perder a nossa casa”, disse Patrícia.

Segundo a médica oncologista infantil Rafaela Moraes Siufi Silva, que atendeu Bruna em 2016 e optou em encaminhar para fazer o tratamento no Grupo de Apoio ao Adolescente e à Criança com Câncer (Graac), em São Paulo, o caso é raro e grave.

“Ela já chegou com um diagnóstico meio estranho e preferi encaminhar para São Paulo para ter maior chance de cura. Ela já foi para lá para fazer o transplante”, explicou a médica.
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