23/06/2018 - 06:30

Carro voador da Audi e Airbus ganha autorização para início de testes

Por Isabela Giantomaso
G1
O governo da Alemanha assinou nesta semana uma carta que autoriza o início dos testes de carros voadores no país. Firmada com executivos do grupo Volkswagen, responsável pela Audi, e com a fabricante de aviões Airbus, a liberação vai permitir que os serviços de táxis aéreos rodem nas proximidades da cidade de Ingolstadt, onde fica a fábrica da Audi, a 500 km de Berlim.

Ainda não há datas divulgadas para os primeiros testes. O objetivo é que o projeto, a longo prazo, ajude a combater os congestionamentos nas estradas alemãs, populares pelo sistema Autobahn, sem limites de velocidade. Além disso, deve impulsionar a indústria de tecnologia a trabalhar com o que pode ser o próximo nível de transportes.

Para o Ministro dos Transportes da Alemanha Andreas Scheuer, que participou da carta de intenção, colocar os planos de carros voadores em prática já é uma realidade que poderá colaborar em diversas áreas.

“Os táxis voadores não são mais uma visão, eles podem nos levar a uma nova dimensão de mobilidade. Eles abrem completamente novas possibilidades, incluindo o transporte médico em cidades e áreas urbanas”, afirmou Scheuer em entrevista da Bloomberg.

Em março, a Audi e a Airbus apresentaram um conceito de cabine de passageiros para ser acoplada tanto em um chassi de carro como em um drone. O protótipo, apresentado no Salão do Automóvel de Genebra, foi batizado de Pop.Up Next e teria capacidade para até duas pessoas. Ainda não se sabe, porém, se este é o modelo que irá participar dos testes.

Concorrente do uberAIR?
A Uber também está na corrida para os carros voadores e divulgou em maio o uberAIR. O projeto envolve táxis aéreos elétricos e autônomos com capacidade para até quatro passageiros. Os primeiros testes estão marcados para começar em 2020 e o início das operações deve acontecer em 2023. Para organizar o transporte, a empresa planeja criar o Skyport, espécie de aeroporto para receber e embarcar passageiros.



Via Bloomberg e DW
Voltar
Site desenvolvido por: