18/10/2017 - 16:00

Para enfrentar a Uber, '99 pop' oferece corridas gratuitas nesta quinta

Serviço de carona paga da '99 Táxis' oferece duas corridas gratuitas de até R$ 15 para os campo-grandenses; Mesmo sem regulamentação, empresa chega na Capital com objetivo de

Izabela Sanchez
Campo Grande News
De olho na concorrência e no público crescente dos aplicativos de carona paga, o '99pop' tenta ganhar o campo-grandense com corridas gratuitas, nesta quinta-feira (18). O 'Free Day', explica a assessoria de imprensa, oferece duas corridas de até R$15 para os clientes. O '99 pop' pertence à maior corporativa brasileira de mobilidade, a '99 Táxis'. O novo serviço começou na última semana, com objetivo ambicioso de cadastrar 4 mil motoristas na cidade.

A empresa que já atua na Capital na categoria dos táxis há cerca de dois anos e deve ser, agora, a principal concorrente da norte-americana Uber. Segundo a assessoria de imprensa da '99 táxis' o foco do novo serviço de mobilidade está na região Centro-Oeste, onde já opera em Goiânia (GO).

"Vimos em Campo Grande um potencial para trazer o serviço", comentou a empresa. A '99 Táxis' afirma que o diferencial está na taxa paga pelos motoristas para utilizar a plataforma. Segundo alega, é a menor do mercado: 19,99%, enquanto a "concorrência" cobra até 25%, afirma. As corridas gratuitas de quinta-feira só funciona com pagamento via cartão de crédito de crédito cadastrado no app ou PayPal.

Além disso, a empresa que lança o novo serviço acredita que os motoristas e passeiros estão em situação mais segura. Não é o que sentem os motoristas de serviços de aplicativos em todo o Brasil.

Os 'parceiros' de todo o país comunicam-se por aplicativos que simulam radiotransmissor para criar uma espécie de 'rede de proteção'. Um dos aplicativos é o Zello Walkie Talkie. Pelo app, eles compartilham informações e até passageiros 'por fora' dos aplicativos de mobilidade.

Falta de regulamentação - As atividades ainda não têm regulamentação. A Prefeitura chegou a publicar decretos, o último deles foi derrubado em agosto pela Justiça. A administração tentou recorrer, mas teve o pedido negado. O processo foi julgado pelo juiz David de Oliveira Gomes Filho, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, após ação coletiva movida pelo MPE-MS (Ministério Público Estadual).
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