11/03/2019 - 07:55

Conhecendo o Pantanal: quando ir, como chegar, passeios e muito mais

Antonio Ueno
Fonte: Portal do Pantanal / Viaje na Viajem / Mariana Amaral
Esqueça o medo, suba em um cavalo e maneje o gado como um verdadeiro peão em uma fazenda pantaneira. Ou siga a longa tradição pesqueira e percorra centenas de rios e afluentes em busca de piranhas, dourados, pacus e outros, dentre mais de 250 espécies de peixes.

Aqui o Pantanal é que manda, com seus períodos de seca ou cheia – é, afinal, uma das maiores planícies inundáveis do planeta, com 210 000 km², divididos em Norte e Sul.

Isso é o que vai ditar a programação do turista, com mais passeios na água ou por terra (percorrer parte dos 145 km da Transpantaneira é perfeito para conhecer a paisagem da região).

Tudo à volta é enriquecido por uma variadíssima biodiversidade, um banquete para os sentidos. Somadas, as espécies de mamíferos, aves, peixes e répteis ultrapassam mil, e o maior ícone entre elas é a onça-pintada. Essa fauna habita cenários com recortes de Floresta Amazônica, Caatinga, Cerrado, charco e Mata Atlântica. Perfeito para um safári fotográfico, não?



O QUE FAZER

Para conhecer bem o Pantanal, os que gostam de pescar dedicam seu tempo aos barcos-hotel. Se a ideia é ver bichos, dá para fazer ecoturismo sem pressa, hospedando-se em uma das fazendas, que geralmente têm pensão completa e organizam passeios.

Há trilhas, safáris fotográficos, observação de aves e passeios de barco e a cavalo (ou o dia de peão). Essa é a essência pantaneira. A pesca atrai gente que passa dias sobre as águas em barcos-hotel. Também há opção de day use nos hotéis de ecoturismo.


Foto: Pousada Piuval

Algumas hospedagens também realizam várias atividades de fazenda junto com os peões. Em Miranda (MS), a Fazenda San Francisco faz "day use" com várias atividades.  No Pantanal do Mato Grosso do Sul, dá para comprar cestaria, potes e panelas de barro no Centro Referencial da Cultura Terena/Museu do Índio, em Miranda, e percorrer, com calma, toda a Estrada-Parque, nas proximidades de Corumbá.


Ponte sobre o Rio Aquidauana na divisa com Anastácio

ONDE FICAR

Há três tipos de hospedagens no Pantanal. As voltadas para os ecoturistas costumam incluir refeições e, em alguns casos, passeios nas diárias. Os hotéis para pesca são mais simples e, na maioria dos casos, incluem barco e piloteiro na tarifa – durante a piracema (de outubro a fevereiro), quando é proibido pescar, recebem ecoturistas. Nos barcos-hotel, dorme-se em cabines com camas e as refeições estão incluídas no pacote.

Os hotéis-fazenda ao longo da Estrada Parque têm estrutura completa para passeios, com barcos próprios, cavalos, caminhonetes para safári, e costumam trabalhar com pacotes com atividades e refeições inclusas. O barato é que são realmente fazendas em pleno funcionamento, ou seja, muito diferentes daqueles hotéis de serra onde três ou quatro vacas só dão expediente para mostrar para as crianças que o leite não vem da caixinha longa-vida.
 

Fazenda Santa Cruz

QUANDO IR

No Pantanal do Mato Grosso do Sul, as águas começam a subir em maio. O período em que há maior chance de pegar estradas secas e trafegáveis é entre julho e setembro.

COMO CHEGAR

Partindo de Campo Grande, pegue a BR-262 até Aquidauana (146 km), Miranda (218 km) e Corumbá (441 km). Saindo da rodoviária da cidade a Viação Andorinha  vai para os três destinos (Aquidauana, duas horas de viagem, uma saída diária; Miranda, 3h30 de viagem, seis saídas por dia; e Corumbá, sete horas de viagem, 11 saídas). O aeroporto de Corumbá recebe, às segundas, quartas e sextas, um vôo de Campo Grande operado pela Azul – mas com três escalas/conexões, a viagem demora cerca de nove horas, ou seja, mais do que a viagem de ônibus.



COMO CIRCULAR

De carro, barco ou avião, negocie o transporte ao fazer reserva nos hotéis mais afastados. Se a opção for por carro, atente para os períodos de chuva, mais frequente entre outubro e março – somente os veículos 4×4 encaram os atoleiros.

ESTRADAS DO PANTANAL 

Aberta no final do século 19, tem pista mais estreita do que a Transpantaneira – aqui, ver animais nas margens é mais difícil. São 120 km, com muitas pontes de madeira, que ligam a região de Lampião Aceso, em Corumbá, à BR-262, na altura do Buraco das Piranhas. Para fazer o percurso em carro de passeio, só na época de seca, entre julho e setembro. Na cheia, a estrada vira um rio, e pode ser literalmente percorrida de barco. Além de aproveitar a viagem para observar diversas espécies de aves, pelo caminho há cenários como o Maciço de Urucum. No km 68, há a travessia de balsa no Rio Paraguai, no distrito de Porto da Manga, e a famosa Curva do Leque. A partir dali, são mais 51 km de terra até a BR-262, onde estão os hotéis. O único posto de combustível fica em Passo da Lontra (a 8 km do Buraco das Piranhas).



Evite o verão, que é exageradamente quente e pode ser bastante chuvoso na região. Os meses de inverno são os melhores para a visita, embora em maio o pico da cheia nos rios possa causar alagamento na estrada.

Na mala, não esqueça de levar calças compridas e blusas de manga longa, preferencialmente de cores claras, para se proteger dos mosquitos. Repelente é indispensável. Para os pés, tênis confortáveis. Um segundo par é bem-vindo caso você volte de pés molhados de algum passeio.

Caminhadas, cavalgadas, passeios de chalana, safári, pesca de piranha e focagem noturna são o cardápio básico. 

Boa viagem!!! 








Foto: Bolivar Porto








Igreja de Aquidauana
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