Access: Horror — o festival virtual fundado por Ariel Baska e co-dirigido por Heather Petrocelli aposta em uma mudança de perspectiva: em vez de transformar a deficiência no monstro, coloca o ableísmo como o verdadeiro terror, enquanto promove medidas práticas de acessibilidade para público e cineastas.
Programação e intenção: horror como crítica social
O calendário do Access: Horror ocorre de 4 de outubro a 1º de novembro e reúne curtas, painéis e sessões de perguntas e respostas com realizadores. A curadoria foi organizada em três blocos — Edibles, The Body Keeps the Score e Dead Darlings — para mapear diferentes leituras do gênero.
No recorte deste ano aparecem títulos como Lee Cleaveland’s "Everhand", Charlie Gillette’s "Tal" e Priscilla Galvez’s "A Fermenting Woman", obras que exploram temas como identidade imigrante, perda e transformações corporais.
"Descobri que todas essas portas estavam fechadas para mim porque eu literalmente não conseguia entrar pela porta da frente." — Ariel Baska, sobre as barreiras que motivaram a criação do festival.
Acessibilidade prática e legado para cineastas
Além de destacar o ableísmo, o Access: Horror exige e fornece recursos técnicos às obras exibidas: avisos de conteúdo, legendas e audiodescrição. A proposta é tornar o consumo mais inclusivo e criar precedentes para futuros projetos audiovisuais.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Fundado em 2023, o festival também atua como espaço de formação: os curadores esperam que cineastas iniciantes incorporem esses recursos em orçamentos futuros, transformando a exigência de acessibilidade em prática padrão da indústria.
O que você acha? Você apoia a ideia de colocar o ableísmo no centro do horror e exigir recursos de acessibilidade nas produções? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Quando e como o festival Access: Horror acontece online?
O festival Access: Horror acontece em formato virtual entre 4 de outubro e 1º de novembro, reunindo uma programação de curtas, painéis e sessões de Q&A. A edição inclui ciclos temáticos e busca ampliar o alcance por meio de exibições digitais acessíveis ao público internacional.
Quais filmes e blocos estão na programação do Access: Horror deste ano?
Access: Horror apresenta blocos intitulados Edibles, The Body Keeps the Score e Dead Darlings e inclui títulos como "Everhand", "Tal" e "A Fermenting Woman". Essas obras abordam temas que vão de diferenças corporais a identidades imigrantes, alinhadas à missão de ressignificar o papel da deficiência no horror.
Como o Access: Horror promove acessibilidade para espectadores e cineastas?
O Access: Horror promove acessibilidade ao oferecer e exigir avisos de conteúdo, legendas e audiodescrição nas obras exibidas, e também orienta cineastas a orçar esses recursos em projetos futuros. A prática visa tanto melhorar a experiência de público quanto ensinar a indústria a incorporar acessibilidade desde estágios iniciais.
Beatriz Farias