Activision Blizzard — uma veterana da área de áudio abriu um processo no início de setembro que reacende dúvidas sobre a cultura interna do estúdio e as condições de trabalho para funcionárias. A ação descreve episódios graves de violência e assédio ocorridos entre 2010 e 2015, em um relato que coloca pressão sobre as práticas de governança e segurança no setor de games.
Acusações detalhadas e impacto imediato
O processo afirma que, entre 2011 e 2012, um colega a levou ao apartamento dele, bloqueou a saída, a ameaçou com violência física e tentou estuprá-la. O nome da reclamante não foi divulgado para preservar a integridade do processo.
Além desse episódio, o documento reúne relatos de assédio recorrente entre 2010 e 2015, com outro funcionário do departamento sonoro fazendo ameaças à carreira da vítima para impedir denúncias. O conjunto de acusações aponta para práticas que, segundo a ação, favoreceriam homens e tratariam mulheres como objeto.
“Nos esforçamos para manter um espaço respeitoso e inclusivo, fazemos isso por meio das melhores políticas e sistemas criados para prevenir e identificar o assédio, discriminação e retaliação, além de responsabilizar os funcionários por seu comportamento.” — Activision Blizzard.
Relatos internos, histórico e consequências legais
O processo ainda detalha condutas atribuídas a um diretor de áudio, incluindo tentativa de encostar na perna da profissional e atuação para sabotar sua promoção. Há também menção a jornadas excessivas e a insistência em “cuidados psiquiátricos” como forma de controle, segundo o documento.
PlayStation Store traz jogos de corrida com até 90% de desconto
Leia a matéria completa →
Samsung Galaxy S26 FE: consolidação da linha com preço mais alto
Leia a matéria completa →
Samsung Galaxy S26 FE: 10 € mais barato, 4 GB a menos de RAM
Leia a matéria completa →
Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Esse não é um episódio isolado na história recente da empresa: em investigação de 2021, mais de 3.000 membros da equipe chegaram a paralisar atividades e, posteriormente, a companhia realizou um acordo no valor de US$ 35 milhões. A nova ação amplia o foco sobre como denúncias passadas foram tratadas e sobre a efetividade das mudanças prometidas.
O que você acha? O que você acha dessa polêmica? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que a ação contra a Activision Blizzard alega especificamente?
A ação contra a Activision Blizzard alega tentativa de estupro em um episódio descrito entre 2011 e 2012 e assédio contínuo no ambiente de trabalho entre 2010 e 2015. O processo menciona também ameaças de colegas, bloqueio de saída durante o ataque e pressão para não denunciar, além de suposta sabotagem de promoção por parte de superiores.
Como a Activision Blizzard respondeu às acusações mencionadas no processo?
A Activision Blizzard respondeu em comunicado dizendo que lida seriamente com essas alegações e que mantém políticas para prevenir assédio, discriminação e retaliação. A declaração, segundo o processo, não detalhou se haverá investigação formal ou contato com a ex-funcionária; a empresa já realizou um acordo de US$ 35 milhões após uma investigação em 2021.
Que repercussão isso pode ter para os principais jogos e para a empresa?
A Activision Blizzard, dona de franquias como World of Warcraft e Diablo, enfrenta repercussão pública e pressão interna mesmo enquanto anuncia novos títulos, incluindo a previsão de Diablo V para 2029. Em 2021, mais de 3.000 trabalhadores chegaram a paralisar atividades como forma de protesto, o que evidenciou a dimensão organizacional das críticas.
Samuel Vitor