AGBO — Em Tóquio, durante o mercado TIFFCOM, os executivos Chris Brearton e Dominic Hughes expuseram a estratégia da produtora para integrar inteligência artificial ao processo criativo, destacando que a tecnologia amplia eficiência sem anular o papel humano e que medidas internas garantem rastreabilidade do uso de ferramentas.
IA como ferramenta prática, não substituta
A apresentação enfatizou exemplos concretos de aplicação: automação de tarefas que atrasam roteiros, análise de dados para resolver problemas de atos e geração de insumos que ajudam criadores a avançar sem perder autoria.
A AGBO, sediada em Los Angeles e produtora de títulos como Extraction (2020), Everything Everywhere All at Once (2022), The Gray Man (2022), Extraction 2 (2023) e The Electric State (2025), aposta em tecnologia que aumenta produtividade sem reduzir a complexidade artística.
“AI can tell you whether a play someone discovered in an attic might have been written by Shakespeare, but if you ask it to write its own Shakespeare play, you’d have the sense that it was written by a 12‑year‑old,” afirmou Dominic Hughes, traduzido para o português.
Limites criativos, controle e ética na cadeia de produção
Os executivos desenharam uma distinção clara entre a capacidade de criticar ou analisar padrões e a incapacidade da IA de gerar, por si só, obras com o mesmo grau de novidade e profundidade de grandes mestres criativos.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Além de apontar riscos de produção massiva e conteúdo de baixa qualidade, a AGBO descreveu práticas internas para proteger criadores: rastreamento detalhado do uso de cada ferramenta e manutenção de trilhas de papel para identificar quem fez o quê durante o processo.
O que você acha? Você acredita que a IA deve ser usada apenas para acelerar processos criativos ou também para co‑autoria em projetos maiores? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
Como a AGBO define o papel da IA na criação de filmes e conteúdos?
A AGBO considera a IA como uma ferramenta de suporte: durante o keynote no mercado TIFFCOM, os executivos apontaram que a tecnologia é usada para melhorar processos e entregar dados — não para substituir o criador. O foco está em eficiência de produção e em insumos úteis para roteiristas, diretores e departamentos técnicos.
A AGBO acha que a IA pode escrever obras originais no nível de autores clássicos como Shakespeare?
A AGBO rejeita a ideia de que a IA já consegue replicar a originalidade de um autor clássico; Dominic Hughes exemplificou que a IA identifica padrões e pode criticar atribuições (como detectar se uma peça parece de Shakespeare), mas não produz, segundo o entendimento da equipe, uma peça com a profundidade de um autor do porte de Shakespeare.
Que práticas a AGBO aplica para proteger direitos autorais e controlar o uso de ferramentas de IA?
A AGBO implementou rastreamento detalhado: no estúdio em Los Angeles a empresa registra cada ferramenta e cada utilização, mantendo trilhas de papel e auditoria para garantir compliance de copyright. Essa abordagem visa transparência sobre quem fez o quê em projetos que usam automações e modelos de IA.
Samuel Vitor