Siga o Diário da Mídia no Google Clique em Seguir e não perca nenhuma novidade. Seguir Tecnologia

Agentes de IA: 31% das empresas já os tratam como colegas

Resumo

Agentes de IA estão cada vez mais integrados a processos corporativos, e uma pesquisa com 1.261 gestores indica que 31% das empresas já enquadram esses sistemas como colegas, enquanto 23% os colocam em organogramas; líderes de TI recomendam aplicar práticas de gestão de pessoas — onboarding, limites de autoridade e auditoria — sem atribuir julgamento ou responsabilidade humanos aos agentes.

Publicidade
Agentes de IA: 31% das empresas já os tratam como colegas
Pergunte à IA sobre isto:

Agentes de IA — a proliferação de sistemas autônomos que atualizam registros, emitem reembolsos e agem em múltiplos sistemas corporativos acende um alerta: tratá‑los como colegas facilita controles operacionais, mas pode reduzir a responsabilidade humana e aumentar erros não detectados.

Por que chamar agentes de "colegas" é perigoso

Ao enquadrar um agente como funcionário, equipes tendem a transferir parte da responsabilidade para o sistema, criando uma falsa percepção de julgamento e confiabilidade. Uma pesquisa com 1.261 gestores mostrou que essa linguagem já está presente em 31% das empresas e que 23% informaram ver agentes em organogramas.

Publicidade

Especialistas dizem que a metáfora ajuda a impor disciplina de gestão — identidade técnica, limites e trilhas de auditoria — mas alerta que ela não confere accountability nem consciência ao software.

“Accountability tem qualidades associadas que são unicamente humanas. Agentes podem receber permissão para acessar dados, mas a responsabilidade pelo que fazem com esse acesso pertence à pessoa que concedeu a permissão, não ao agente.” — Amy Loomis

Como aplicar práticas de RH sem personificar o software

Líderes de TI defendem práticas como onboarding técnico, permissões restritas, kill switches e auditorias; a ideia é emprestar do RH ferramentas de gestão sem atribuir nomes, personas ou cadeiras no organograma aos agentes.

Em grandes organizações, a separação entre agentes pessoais e profissionais ajuda: por exemplo, em uma empresa com cerca de 115.000 funcionários foram criados aproximadamente 8.000 agentes pessoais e cerca de 100 agentes profissionais, estes últimos com identidade técnica própria e controles mais rígidos.

Publicidade

O que você acha? Você acredita que organizações conseguem equilibrar autonomia técnica e responsabilidade humana? Para acompanhar mais, acesse nossa home.

Perguntas Frequentes

Quais riscos surgem quando agentes de IA são apresentados como colegas de trabalho?

Como líderes de TI devem governar agentes de IA sem personificá‑los?

Líderes de TI devem dar aos agentes de IA identidades técnicas, permissões limitadas, trilhas de auditoria e kill switches, assim como fases de autonomia graduada: aprovação humana total, ações de baixo risco autônomas e, só depois de avaliação, autoridade limitada — abordagem similar a um período de experiência.

Publicidade

Existe já uma escala de uso corporativo para esses agentes?

Sim: empresas grandes já dividem agentes entre pessoais e profissionais; em um exemplo citado, cerca de 8.000 agentes pessoais foram criados contra aproximadamente 100 profissionais, e as instâncias profissionais recebem credenciais, planos de controle e supervisão mais rígida.

Publicidade
Compartilhar:
POR Leticia Rodrigues
Leticia Rodrigues

Designer de conteúdo e redação visual | Leticia Rodrigues atua na produção e estruturação de conteúdos com foco em organização visual e clareza informativa. Trabalha na criação e adaptação de matérias para melhor leitura digital e experiência do usuário.

Talvez Você Goste