ALERJ — a investigação que tomou corpo após a prisão em flagrante expõe riscos concretos à lisura do certame e levanta a hipótese de uma atuação organizada que atuaria em múltiplas etapas: infiltração, transmissão e eventual pagamento por vagas. As medidas recentes mostram que apurações podem atingir tanto candidatos quanto servidores ligados ao processo.
Como ocorreu a prisão e quais os indícios
A apreensão de Alexandre Campos Oliveira aconteceu em 8 de fevereiro de 2026, durante a prova para Especialista Legislativo Nível 4 na Unisuam, em Bonsucesso. Ele foi flagrado com um ponto eletrônico e óculos adaptados com chip, equipamentos cujo objetivo era filmar o conteúdo da avaliação.
Durante a abordagem, o candidato tentou esconder o celular, rasgou um papel com instruções sobre o uso do equipamento e chegou a colocar na boca um pequeno saco plástico azul na tentativa de engolir o ponto eletrônico. Uma candidata da mesma sala percebeu fotos da prova e avisou a fiscalização, o que levou à ação dos fiscais.
“A Assembleia já apresentou todas as informações solicitadas pelo Ministério Público, mas não comentará sobre o caso, pois o procedimento mencionado encontra-se sob sigilo.”
Desdobramentos policiais e apurações do Ministério Público
A 21ª Delegacia de Polícia (Bonsucesso) coordena as investigações e aguarda o resultado da perícia no celular apreendido para identificar a origem do esquema e eventuais operadores. A investigação busca esclarecer se o candidato agiu isoladamente ou integrava uma organização voltada a fraudar concursos no Brasil.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Em outra frente, o Ministério Público do Rio instaurou, em 23 de julho de 2026, um procedimento preparatório para apurar possível favorecimento de uma candidata que ocupava cargo comissionado na Alerj e concorreu ao cargo de procurador legislativo; a servidora foi exonerada em março de 2026. Há ainda relatos anteriores, de 11 de dezembro de 2025, sobre suposta venda de vagas com entrada mínima de R$ 5.000, que aparecem como contexto nas apurações.
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Foto: Divulgação
Perguntas Frequentes
O que a Polícia Civil do Rio está investigando em relação ao concurso ALERJ?
O concurso ALERJ está no centro de uma investigação da Polícia Civil do Rio que apura um suposto grupo especializado em fraudar certames. A apuração ganhou impulso após a prisão em flagrante de 8 de fevereiro de 2026, com apreensão de ponto eletrônico e óculos-espião; a perícia no celular apreendido é aguardada para rastrear a origem do esquema.
Quem é Alexandre Campos Oliveira e quais foram as medidas contra ele?
Alexandre Campos Oliveira foi preso em flagrante em 8 de fevereiro de 2026 durante a prova na Unisuam, em Bonsucesso, acusado de usar ponto eletrônico e óculos adaptados para filmar a avaliação. Ele foi liberado na audiência de custódia em 10 de fevereiro, mas o Ministério Público pediu prisão preventiva e a Justiça determinou nova prisão em 15 de setembro, com ação da 21ª DP e da Delegacia de Roubos e Furtos.
O que o Ministério Público do Rio apura sobre favorecimento no concurso ALERJ?
O Ministério Público do Rio (MPRJ) abriu procedimento preparatório em 23 de julho de 2026 para verificar denúncia de favorecimento de uma candidata que ocupava cargo de chefe de gabinete do diretor-geral da Alerj e concorreu a procurador legislativo. O MPRJ encaminhou ofícios à Alerj e à FGV e o caso corre sob sigilo enquanto se avalia abertura de inquérito civil.
Samuel Vitor