Anfavea — a entidade que representa parte das montadoras instaladas no Brasil entrou novamente na pauta do governo ao apresentar propostas para frear o crescimento das importações, num cenário em que carros chineses se consolidam como parcela expressiva do mercado e levantam preocupações sobre empregos e investimentos locais.
Surto de importações e o peso da China
As importações de veículos cresceram de forma acelerada: foram 463,9 mil unidades licenciadas nos primeiros nove meses, alta de 30,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os leves respondem pela quase totalidade desse volume, com 459,4 mil emplacamentos.
O avanço chinês é central nessa dinâmica: 254,9 mil veículos importados vieram da China entre janeiro e setembro, aumento de 106,4%, e os modelos chineses já representam mais da metade do total de carros importados, ocupando 11,3% do mercado interno.
Veículos vindos da China já representam mais da metade das importações e ocupam 11,3% do mercado interno.
Propostas ao governo e implicações para o setor
A Anfavea apresentou um pacote de medidas para evitar que as importações prejudiquem a produção nacional, sugerindo salvaguardas temporárias, sobretaxas para empresas sem fabricação no país e a criação de uma CIDE automotiva sobre importações.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Entre as ideias constam cotas negociadas com a China na faixa de 2,5% a 3% do mercado brasileiro — o que equivaleria a cerca de 75 mil a 90 mil veículos por ano — destinadas a fabricantes que não possuem etapas fabris no país. A proposta ainda inclui atenção especial aos veículos eletrificados, que já somam 262 mil unidades importadas no período, crescimento de 82,7%.
A reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin ocorreu na quinta-feira, 29; foi informado que as sugestões seriam encaminhadas às áreas técnicas e jurídicas do governo, sem definição de prazos para decisão. As negociações devem ser retomadas em novembro.
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Perguntas Frequentes
Quantos veículos importados vieram da China nos primeiros nove meses e qual foi o crescimento?
Anfavea registrou que 254.900 veículos importados chegaram da China entre janeiro e setembro, um avanço de 106,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse salto ajuda a explicar por que os carros chineses passaram a ser responsáveis por mais da metade do total de importações e alcançaram 11,3% do mercado.
Quantos importados foram licenciados no Brasil e qual a participação dos elétricos?
Anfavea contabiliza 463.900 veículos importados licenciados nos primeiros nove meses, alta de 30,4% ante 2025; desses, 262.000 são veículos eletrificados (EVs ou híbridos), aumento de 82,7% sobre o mesmo intervalo do ano anterior, indicando forte crescimento da oferta de modelos eletrificados trazidos do exterior.
Que medidas a Anfavea propôs ao governo e qual foi o encaminhamento na reunião com Alckmin?
Anfavea levou ao vice-presidente Geraldo Alckmin propostas que incluem salvaguardas comerciais temporárias, sobretaxa para empresas sem produção local, criação de uma CIDE automotiva e cotas para veículos chineses na faixa de 2,5%–3% do mercado (cerca de 75–90 mil unidades por ano). Alckmin encaminhou as sugestões às áreas técnicas e jurídicas do governo.
Samuel Vitor