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Anfavea propõe cotas para veículos chineses após avanço nas importações

Resumo

A Anfavea levou ao vice-presidente Geraldo Alckmin propostas para controlar o avanço das importações de veículos, num contexto em que modelos chineses já são responsáveis por mais da metade das importações e ocupam 11,3% do mercado interno. A reunião ocorreu na quinta-feira, 29, e as medidas sugeridas vão de cotas e sobretaxas a uma CIDE automotiva.

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Anfavea propõe cotas para veículos chineses após avanço nas importações
Foto: Divulgação
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Anfavea — a entidade que representa parte das montadoras instaladas no Brasil entrou novamente na pauta do governo ao apresentar propostas para frear o crescimento das importações, num cenário em que carros chineses se consolidam como parcela expressiva do mercado e levantam preocupações sobre empregos e investimentos locais.

Surto de importações e o peso da China

As importações de veículos cresceram de forma acelerada: foram 463,9 mil unidades licenciadas nos primeiros nove meses, alta de 30,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os leves respondem pela quase totalidade desse volume, com 459,4 mil emplacamentos.

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O avanço chinês é central nessa dinâmica: 254,9 mil veículos importados vieram da China entre janeiro e setembro, aumento de 106,4%, e os modelos chineses já representam mais da metade do total de carros importados, ocupando 11,3% do mercado interno.

Veículos vindos da China já representam mais da metade das importações e ocupam 11,3% do mercado interno.

Propostas ao governo e implicações para o setor

A Anfavea apresentou um pacote de medidas para evitar que as importações prejudiquem a produção nacional, sugerindo salvaguardas temporárias, sobretaxas para empresas sem fabricação no país e a criação de uma CIDE automotiva sobre importações.

Entre as ideias constam cotas negociadas com a China na faixa de 2,5% a 3% do mercado brasileiro — o que equivaleria a cerca de 75 mil a 90 mil veículos por ano — destinadas a fabricantes que não possuem etapas fabris no país. A proposta ainda inclui atenção especial aos veículos eletrificados, que já somam 262 mil unidades importadas no período, crescimento de 82,7%.

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A reunião com o vice-presidente Geraldo Alckmin ocorreu na quinta-feira, 29; foi informado que as sugestões seriam encaminhadas às áreas técnicas e jurídicas do governo, sem definição de prazos para decisão. As negociações devem ser retomadas em novembro.

O que você acha? Você acredita que medidas como cotas e sobretaxa são caminhos viáveis para proteger empregos e investimentos no setor automotivo? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

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Perguntas Frequentes

Quantos veículos importados vieram da China nos primeiros nove meses e qual foi o crescimento?

Anfavea registrou que 254.900 veículos importados chegaram da China entre janeiro e setembro, um avanço de 106,4% em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse salto ajuda a explicar por que os carros chineses passaram a ser responsáveis por mais da metade do total de importações e alcançaram 11,3% do mercado.

Quantos importados foram licenciados no Brasil e qual a participação dos elétricos?

Anfavea contabiliza 463.900 veículos importados licenciados nos primeiros nove meses, alta de 30,4% ante 2025; desses, 262.000 são veículos eletrificados (EVs ou híbridos), aumento de 82,7% sobre o mesmo intervalo do ano anterior, indicando forte crescimento da oferta de modelos eletrificados trazidos do exterior.

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Que medidas a Anfavea propôs ao governo e qual foi o encaminhamento na reunião com Alckmin?

Anfavea levou ao vice-presidente Geraldo Alckmin propostas que incluem salvaguardas comerciais temporárias, sobretaxa para empresas sem produção local, criação de uma CIDE automotiva e cotas para veículos chineses na faixa de 2,5%–3% do mercado (cerca de 75–90 mil unidades por ano). Alckmin encaminhou as sugestões às áreas técnicas e jurídicas do governo.

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POR Samuel Vitor
Samuel Vitor

Social media e atualização de notícias | Samuel Vitor atua na atualização e distribuição de conteúdos do Diário da Mídia nas plataformas digitais. Trabalha com foco em redes sociais, monitoramento de tendências e publicação de notícias em tempo real.

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