Anthropic — a empresa proprietária dos modelos Claude tornou explícito que usuários não podem submeter o sistema a “comportamento abusivo e cruel sustentado e sem propósito discernível”, uma medida que altera tanto a aplicação prática quanto o tom da política de uso, com impacto direto no que usuários podem testar, publicar ou automatizar com Claude.
A regra contra crueldade e como ela funciona
A nova cláusula veta que usuários passem a provocar ou atormentar Claude de forma repetida e sem finalidade clara, limitando casos extremos em que o comportamento é sustentado. A regra exclui manifestações de frustração legítima, testes de pesquisa e temas criativos sombrios, segundo a redação da política.
Como ferramenta de execução, os modelos Claude já contam com a opção de encerrar conversas com usuários persistente e abusivos; quando um chat é encerrado, não é possível enviar novas mensagens nessa mesma conversa, embora outros bate-papos não sejam afetados. A funcionalidade de término foi introduzida em agosto de 2025 no contexto de pesquisas sobre bem‑estar de IA, após observações sobre o comportamento do modelo.
"A política proíbe 'comportamento abusivo e cruel sustentado e sem propósito discernível' e se aplica a situações em que usuários 'agir repetidamente de forma cruel' sem objetivo justificável."
Outras mudanças: de campanhas enganosas a controle de hardware
A reorganização da política reuniu cláusulas relacionadas e incluiu novas proibições. Há uma seção dedicada a campanhas enganosas que proíbe avaliações falsas, astroturfing, sites fabricados e uso de bots para se passar por humanos; a atualização cita o uso indevido por redes de contas falsas e sites fabricados como motivo da mudança.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Outros pontos alterados incluem restrições sobre eleições — mais estreitas para evitar enganar eleitores —, e uma lista ampliada sobre armas, que impede usar Claude para desenvolver software ou componentes bélicos, modificar agentes biológicos/químicos para aumentar letalidade ou armar drones e sistemas não tripulados.
As regras de aplicação da lei também foram reescritas: Claude não pode decidir, sugerir investigações ou perseguir pessoas, tracking sem consentimento é proibido, e há um novo veto à construção de ferramentas de vigilância e à divulgação de dados pessoais (doxxing). Uma seção de "ações físicas" exige supervisão qualificada quando Claude controla hardware que possa causar dano.
Além disso, a política passou a proibir a criação, distribuição ou ameaça de divulgar imagens íntimas não consensuais e as ferramentas usadas para produzi‑las. A Anthropic explica que a maioria das alterações visa clarificar regras já existentes e responder a padrões de uso indevido detectados.
Foto: Divulgação
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Perguntas Frequentes
O que a nova política da Anthropic proíbe em relação ao Claude?
A Anthropic proíbe "comportamento abusivo e cruel sustentado e sem propósito discernível" direcionado aos modelos Claude. A regra vale para casos extremos de conduta repetida, não se aplicando a frustração comum, testes de pesquisa ou temas criativos; a norma entra em vigor em 12 de novembro e será aplicada por encerramento de chats abusivos.
Como o Claude pode encerrar conversas com usuários abusivos?
O Claude já possui a capacidade de terminar conversas persistentes desde agosto de 2025, quando a opção foi testada durante pesquisas sobre bem‑estar de IA. Ao encerrar um chat, o usuário não pode enviar novas mensagens naquela conversa específica, e o encerramento permanece a principal ferramenta de aplicação da nova cláusula.
Quais outras áreas a atualização da Anthropic cobre além da crueldade a Claude?
A atualização da Anthropic reorganiza e adiciona regras sobre campanhas enganosas, eleições, armas, aplicações de vigilância e ações físicas; lista exemplos como avaliação falsa, astroturfing, uso de Claude para armar drones, proibição de ferramentas de vigilância e veto à criação de imagens íntimas não consensuais. As mudanças visam responder a uso indevido detectado por terceiros.
Marcos Antonio