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Apple Pay enfrenta ação coletiva por taxas que somam até US$1 bilhão

Resumo

Apple Pay passa a ser alvo de uma ação coletiva que inclui bancos e cooperativas dos EUA que pagaram taxas por transações contactless; a certificação da classe pelo juiz Jeffrey White abre caminho para demandas por ressarcimento e medidas que podem alterar como carteiras móveis competem no iPhone, enquanto mudanças em iOS 18.1 ampliaram acesso ao NFC.

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Apple Pay enfrenta ação coletiva por taxas que somam até US$1 bilhão
Foto: Divulgação
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Apple Pay — a plataforma de pagamentos contactless da Apple entrou em um novo estágio jurídico que pode redesenhar o mercado de carteiras móveis. A certificação de classe permite que bancos e cooperativas de crédito dos Estados Unidos se unam em processo contra a Apple, com pedido de ressarcimento das taxas cobradas e medidas para pôr fim às políticas que limitam a concorrência.

O que foi decidido e o alcance da ação

O juiz federal Jeffrey White certificou uma classe que abrange qualquer entidade dos EUA que tenha emitido um cartão habilitado para Apple Pay e tenha pago taxas por transações nessa carteira. Com a certificação, dezenas ou centenas de instituições podem seguir como um grupo único contra a empresa.

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A ação alega que a Apple impõe às emissoras de cartão taxas que chegam a 0,15% por transação de crédito e meio centavo por transação de débito, e sustenta que esse arranjo gera receitas da ordem de até US$1 bilhão por ano para a Apple. Os advogados dos demandantes buscam tanto devolução desses valores quanto medidas judiciais para revisar as políticas aplicadas aos pagamentos no iPhone.

O juiz federal Jeffrey White certificou uma classe que inclui entidades dos EUA que emitiram cartões habilitados para Apple Pay e pagaram taxas por transações com a carteira.

Implicações para emissores, consumidores e o mercado

A reclamação compara o ecossistema da Apple com o Android, onde múltiplas carteiras móveis podem operar sem que o sistema cobre taxas das emissoras, e afirma que a falta de alternativas no iPhone permite a cobrança de "taxas substanciais". Se a ação prosperar, emissores podem recuperar valores e novos modelos de uso do chip NFC em iPhones podem surgir.

Em paralelo ao processo, a Apple já alterou políticas: a partir do iOS 18.1 desenvolvedores passaram a ter acesso ao chip NFC em vários países — entre eles Estados Unidos, Canadá, Austrália, Brasil, Japão, Nova Zelândia, Reino Unido e a Área Econômica Europeia — o que pode reduzir a justificativa para as taxas caso haja interoperabilidade mais ampla.

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O que você acha? O que você acha dessa disputa entre instituições financeiras e a Apple? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Perguntas Frequentes

Quem está incluído na classe certificada contra a Apple sobre o Apple Pay?

A classe certificada inclui bancos e cooperativas de crédito dos Estados Unidos que emitiram qualquer cartão habilitado para Apple Pay e chegaram a pagar as taxas cobradas pela Apple por transações nessa carteira. A decisão foi tomada pelo juiz federal Jeffrey White, permitindo que essas entidades processem a empresa em conjunto.

Quanto a Apple cobrava por transação e qual a estimativa anual apontada no processo?

O processo aponta que a Apple cobrava 0,15% sobre transações por cartão de crédito e meio centavo por transação de débito, e estima receitas de até US$1 bilhão por ano provenientes dessas taxas. Esses valores constam na reclamação que busca ressarcimento e medidas para mudar as políticas de pagamentos.

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O que mudou com o iOS 18.1 em relação ao acesso ao chip NFC do iPhone?

Com o iOS 18.1, desenvolvedores passaram a ter acesso à API do chip NFC em vários mercados, incluindo Brasil, Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Japão, Austrália, Nova Zelândia e a Área Econômica Europeia, o que permite apps oferecerem pagamentos contactless fora do ecossistema exclusivo do Apple Pay.

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POR Leticia Rodrigues
Leticia Rodrigues

Designer de conteúdo e redação visual | Leticia Rodrigues atua na produção e estruturação de conteúdos com foco em organização visual e clareza informativa. Trabalha na criação e adaptação de matérias para melhor leitura digital e experiência do usuário.

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