BMW — A chegada de modelos chineses com preços muito abaixo do mercado europeu virou pauta direta da montadora alemã: o novo CEO classificou esses valores como insustentáveis para uma concorrência justa e pediu soluções negociadas, sinalizando que uma escalada tarifária pode ter efeitos adversos sobre empregos e cadeias produtivas.
Preços questionados, tarifas em vigor e o risco da escalada
Milan Nedeljković afirmou que alguns automóveis chineses entram na Europa com preços que “não fazem sentido empresarial”, posicionamento que reacende o debate sobre medidas protecionistas e regras comerciais.
A União Europeia já aplicou tarifas adicionais a veículos elétricos produzidos na China após investigação sobre subsídios, com alíquotas que variam entre 17% e 35,3% conforme o fabricante. Em vez de pressionar por novos impostos, a BMW defende acordos voluntários que estabeleçam parâmetros comerciais equilibrados.
"Alguns automóveis chineses chegam ao mercado europeu por valores que não fazem sentido empresarial" — Milan Nedeljković.
Concorrência global, queda de vendas e a resposta industrial
Marcas chinesas como BYD, SAIC e Geely ampliam participação oferecendo veículos eletrificados e equipados com tecnologia avançada a preços muitas vezes inferiores aos de montadoras tradicionais, pressionando margens e estratégias de mercado.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O BMW Group sente a mudança no mercado: vendas caíram de um recorde de 847.900 unidades em 2021 para 626.000 em 2025, segundo dados oficiais da companhia. A fabricante também produz na China modelos destinados à Europa, como o Mini Cooper elétrico e o Aceman, o que torna a discussão sobre tarifas ainda mais complexa para a própria empresa.
Uma iniciativa chamada “Made in Europe”, proposta por alguns grupos automotivos, prevê que 70% das peças utilizadas na fabricação de um automóvel tenham origem regional. Estimativas de um instituto independente indicam que essa exigência poderia elevar o custo de um EV em mais de €2.000 (aprox. R$ 11.800), sobretudo pela diferença de preço das células de bateria produzidas na UE.
Nedeljković chama atenção para o potencial efeito em cadeia: medidas protecionistas mais duras podem reduzir competitividade, comprometer investimentos e elevar preços para consumidores, além de aumentar o risco de restrições no fornecimento de componentes críticos, como as células de bateria, das quais a indústria europeia ainda depende.
A posição pública da BMW procura conciliar defesa do livre comércio com a necessidade de condições competitivas comparáveis, propondo que soluções sejam fechadas no nível político entre autoridades europeias e chinesas para evitar uma escalada prejudicial ao setor.
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Perguntas Frequentes
O que Milan Nedeljković, novo CEO da BMW, criticou exatamente sobre os carros chineses na Europa?
Milan Nedeljković afirmou que alguns carros chineses chegam ao mercado europeu com preços que “não fazem sentido empresarial”, questionando a sustentabilidade dessa estratégia de preço. Ele defende negociações e acordos voluntários em vez de uma escalada tarifária, citando riscos para empregos, investimentos e a cadeia de fornecimento de baterias.
Quais tarifas a União Europeia já aplica a carros elétricos chineses?
A União Europeia aplica atualmente tarifas adicionais para EVs chineses que variam entre 17% e 35,3% dependendo da fabricante, resultado de uma investigação sobre subsídios. Essas medidas são parte do debate sobre discriminação de preços e também alimentam discussões sobre alternativas como acordos setoriais.
Como a presença chinesa afeta os números do BMW Group e os custos de produção na Europa?
O BMW Group registrou queda de vendas de 847.900 unidades em 2021 para 626.000 em 2025, num cenário em que concorrentes chineses ampliam participação. Propostas como “Made in Europe” exigem 70% de peças regionais e podem acrescentar mais de €2.000 ao preço de um EV, segundo cálculos independentes, elevando o custo final ao consumidor.
Leticia Rodrigues