Capcom — o gigante japonês figura como símbolo de recomeço na indústria dos games: após tropeços comerciais e escolhas que diluíram suas franquias, a empresa reposicionou equipes, investiu em tecnologia e voltou a entregar títulos que reconectaram fãs e crítica.
Capcom: a virada veio com Resident Evil 7 e remakes
A Capcom enfrentou uma série de deslizes com jogos como Asura's Wrath e Street Fighter V, além de iniciativas questionadas em Resident Evil: Operation Raccoon City. A reação envolveu reorganização de estúdios e investimentos em tecnologia própria, como a RE Engine.
O ponto de inflexão foi Resident Evil 7, em 2017, que marcou a retomada do tom de horror e abriu caminho para remakes que resgataram a identidade da franquia, além de um line‑up variado que inclui títulos como Pragmata e esforços para consolidar Monster Hunter no Ocidente.
Resident Evil 7: Biohazard (2017) e os remakes subsequentes foram peças-chave na recuperação da Capcom.
Outros cinco casos de reerguimento na indústria
A partir de estratégias distintas, cinco estúdios também encontraram trajetórias de retorno. A CD Projekt RED, por exemplo, sofreu com o lançamento problemático de Cyberpunk 2077 em dezembro de 2020, mas recuperou parte da confiança com correções, a expansão Phantom Liberty e o impulso da série animada Cyberpunk: Edgerunners.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →A Blizzard passou por um período de hibernação marcado por críticas e reestruturações, mas retomou força com o lançamento de Diablo IV em 2023 e planos de novos projetos, incluindo o anúncio de Diablo V para 2029 e reformulações em Overwatch.
A Konami, que se afastou por um tempo do desenvolvimento tradicional para explorar mercados como mobile e pachinko, iniciou em 2022 uma estratégia de reviver IPs clássicos — Silent Hill, Metal Gear e Castlevania voltaram a receber atenção com novos lançamentos e ports.
A Remedy Entertainment reconquistou relevância após títulos cult como Max Payne; após Alan Wake (exclusivo de 2010) e anos de trabalho, a produtora lançou Alan Wake Remastered em 2021 e em seguida Alan Wake 2, além de Control e o mais recente Control Resonant, ampliando seu prestígio criativo.
Foto: Divulgação
A Platinum Games, nascida de rupturas com desenvolvedores da Capcom, sobreviveu a falhas comerciais e ao cancelamento de Scalebound em 2017, para renascer com NieR: Automata, Bayonetta 3 e projetos como Ninja Gaiden 4 e Teenage Mutant Ninja Turtles: The Last Ronin.
O que você acha? Você acredita que esses estúdios vão se manter no topo ou que novas crises podem surgir? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Como a Capcom conseguiu recuperar a confiança dos jogadores depois dos deslizes?
A Capcom recuperou a confiança principalmente a partir de Resident Evil 7 (2017), que redefiniu o tom da franquia, e pelo investimento na RE Engine para remakes e novos títulos. A estratégia incluiu equipes mais integradas, diretores fixos por projeto e um portfólio que prioriza feedback dos jogadores e relançamentos de qualidade.
Enquanto a Capcom se reorganizava, como a CD Projekt RED reverteu o desastre de Cyberpunk 2077?
Enquanto a Capcom focou em remakes, a CD Projekt RED trabalhou em patches e conteúdo adicional para Cyberpunk 2077, lançado em dezembro de 2020, e lançou a expansão Phantom Liberty, além do anime Cyberpunk: Edgerunners, medidas que ajudaram a restaurar parte da reputação do estúdio.
Além da Capcom, quais sinais indicaram a recuperação da Blizzard?
A Capcom serviu de exemplo de retorno por remakes; já a Blizzard reconstruiu momentum com o lançamento de Diablo IV em 2023, reformulações em Overwatch e o anúncio de Diablo V com janela para 2029, sinais de retomada de investimento em grandes IPs e pipeline de desenvolvimento.
Leticia Rodrigues