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Celulares: crise de chips alimentada pela IA pode elevar preços

Resumo

Michael Dell aponta que a forte demanda por semicondutores impulsionada pela inteligência artificial deve agravar a escassez e tornar 2027 mais difícil que 2026 para a indústria. O efeito atinge sobretudo memória e componentes compartilhados entre data centers, servidores e smartphones, o que pode elevar custos e reduzir disponibilidade de alguns modelos no varejo.

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Celulares: crise de chips alimentada pela IA pode elevar preços
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Celulares — a previsão de que 2027 pode ser mais complicado para a indústria de semicondutores do que 2026 traz um sinal de alerta direto para quem planeja trocar de smartphone: além de preços mais altos, pode haver falta de estoque em determinados modelos. A pressão vem da corrida por chips para data centers e infraestrutura de IA, que competem por capacidades produtivas limitadas.

Descompasso entre demanda de IA e capacidade das fábricas

A expansão de aplicações e modelos de inteligência artificial elevou rapidamente a procura por chips e componentes usados em servidores. Esse crescimento pode superar a velocidade com que novas fábricas entram em operação, porque instalações complexas de semicondutores levam anos do planejamento à produção em larga escala.

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O resultado esperado é uma combinação de oferta apertada e custo maior de insumos, que já começa a refletir no preço de equipamentos vendidos por grandes fabricantes. Se a produção não acompanhar, empresas podem repassar aumentos aos clientes ou enfrentar falta de produtos em prateleiras.

A escassez estrutural de semicondutores corre o risco de se agravar, pressionando preços e disponibilidade de equipamentos eletrônicos.

Memória e armazenamento: os pontos mais expostos

Memória RAM e armazenamento flash são citados como componentes que mais impactam o preço final de um celular. Modelos com 256 GB, 512 GB ou 1 TB de armazenamento e aparelhos com 12 GB ou 16 GB de RAM usam quantidades maiores desses componentes e, portanto, ficam mais vulneráveis a alta de custo.

Mesmo que nem todo chip de uma GPU de IA seja usado em smartphones, a cadeia de suprimentos compartilha etapas e fornecedores. Quando um segmento absorve maior capacidade, outros produtos enfrentam prazos mais longos, aumento de preço ou indisponibilidade de certos componentes.

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O que você acha? Você acredita que essa previsão vai dificultar sua troca de celular nos próximos anos? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Perguntas Frequentes

Por que Michael Dell acredita que os celulares podem subir de preço em 2027?

Celulares podem subir de preço porque Michael Dell alerta para uma escassez estrutural de semicondutores motivada pela forte demanda de IA, e ele prevê que 2027 tende a ser mais complicado que 2026. Esse descompasso entre demanda e capacidade produtiva pode elevar custos e levar fabricantes a repassar aumentos.

Quais componentes dos celulares ficam mais expostos à alta provocada pela crise de chips?

Celulares ficam especialmente expostos por causa da memória RAM e do armazenamento flash, componentes-chave citados como risco. Modelos com 256 GB, 512 GB ou 1 TB de armazenamento e aparelhos com 12 GB ou 16 GB de RAM usam mais desses insumos, aumentando a probabilidade de repasse de preço se houver alta contínua.

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Como a demora para construir novas fábricas afeta a disponibilidade de celulares?

Celulares podem sofrer queda de disponibilidade porque novas fábricas de semicondutores demandam vários anos entre planejamento e produção em escala plena. Com data centers e infraestrutura de IA elevando a demanda por chips, a pressão sobre a cadeia pode resultar em prazos maiores de entrega, estoques reduzidos e preços mais altos para determinados modelos.

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POR Marcos Antonio
Marcos Antonio

Advogado e colunista esportivo | Marcos Antonio é formado em Direito e atua como colunista esportivo do Diário da Mídia. Apaixonado por futebol, escreve análises e conteúdos sobre esportes com uma visão crítica, técnica e interpretativa dos acontecimentos.

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