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Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan mantêm Google e Facebook na ação

Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan — uma decisão judicial do Rio de Janeiro manteve Google e Facebook como rés em ação que discute o uso de...

Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan mantêm Google e Facebook na ação
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Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan — uma decisão judicial do Rio de Janeiro manteve Google e Facebook como rés em ação que discute o uso de canções dos artistas em um curso pago com conteúdo ideológico. O desfecho mantém as plataformas no processo e abre caminho para análise do mérito sobre direitos autorais, remoção e eventual indenização.

  • Flash resumo: plataformas seguem como rés; artistas exigem retirada do conteúdo, R$50 mil por autor e apuração de danos materiais ligados a vendas do curso e monetização no YouTube.

Plataformas continuam no processo e podem ser obrigadas a retirar o conteúdo

A decisão da 3ª Vara Empresarial do Rio determinou que Google e Facebook permaneçam no polo passivo da ação movida por Chico Buarque, Gilberto Gil, Djavan e outros herdeiros, mesmo após pedido de exclusão das empresas. O entendimento foi que ambas administram as plataformas onde o material foi divulgado e, portanto, têm condição prática de cumprir ordens judiciais.

Apesar da manutenção como rés, a sentença não definiu responsabilidade civil final: a eventual culpa será decidida no julgamento de mérito, quando serão avaliados fatos como autorização e finalidade do uso das obras.

As canções Mulheres de Atenas, Ai que Saudades da Amélia, Super-homem – A Canção e Flor de Lis teriam sido usadas em uma “aula magna” de um curso pago, com finalidade comercial e conteúdo ideológico diferentes dos informados inicialmente.

O que os artistas pedem e quais pontos ainda serão julgados

Os autores pedem a retirada do conteúdo das plataformas, indenização por danos morais de R$ 50 mil para cada autor e reparação por danos materiais cujo valor será calculado posteriormente. A ação sustenta violação de direitos autorais morais e patrimoniais, além de descumprimento do dever de informação ao obter licenças.

Entre os pontos que ainda precisam ser decididos estão: se houve desvio de finalidade na autorização concedida pelas editoras; se Ana Caroline Campagnolo e a Livraria Campagnolo omitiramm a real finalidade do projeto ao solicitar as licenças; e a eventual responsabilização das empresas pelo conteúdo divulgado no YouTube e no Instagram, inclusive considerando vendas do curso e a monetização do vídeo.

O que você acha? O que você acha dessa disputa entre artistas, criadores de conteúdo e plataformas? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Perguntas Frequentes

O que aconteceu na ação movida por Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan?

Chico Buarque, Gilberto Gil e Djavan ajuizaram ação que questiona o uso de suas canções em uma "aula magna" do curso chamado "Clube Antifeminista", divulgada no YouTube e no Instagram. A alegação é de uso com finalidade comercial e ideológica diversa da autorizada, e os autores pedem retirada do conteúdo e indenização de R$ 50 mil por cabeça.

Por que Google e Facebook foram mantidos como rés na ação?

Os autores incluem Google e Facebook porque as empresas administram as plataformas onde o conteúdo foi publicado — YouTube para o vídeo e Instagram para a divulgação — e, na visão do juízo da 3ª Vara Empresarial do Rio, têm condições técnicas de cumprir determinações judiciais de remoção. A análise de responsabilidade fica para o mérito.

Quais músicas estão no centro da disputa judicial?

As músicas apontadas no processo são "Mulheres de Atenas", "Ai que Saudades da Amélia", "Super-homem – A Canção" e "Flor de Lis". Esses títulos teriam sido usados na aula do curso pago, fato que motiva a discussão sobre violação de direitos morais e patrimoniais e sobre a finalidade informada às editoras no pedido de autorização.

Que tipo de reparação os artistas solicitam na ação?

Os artistas pedem indenização por danos morais de R$ 50.000,00 para cada um e reparação por danos materiais cujo valor será apurado posteriormente. A apuração material deve considerar dados sobre a venda do curso e a monetização do vídeo no YouTube, conforme ponto de prova indicado no processo.

O que ainda falta ser decidido pelo Judiciário neste caso?

No processo ainda falta julgar se houve violação aos direitos morais dos autores, se as rés omitiram informações sobre a finalidade real do uso ao solicitar licenças e se Google e Facebook serão responsabilizadas pelos danos alegados. A questão será examinada no julgamento do mérito, onde provas como vendas e monetização serão consideradas.

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POR Vinicius Balbino
Vinicius Balbino

Editor-chefe | Vinicius Balbino é editor-chefe do Diário da Mídia, responsável pela revisão, curadoria e publicação dos conteúdos jornalísticos. Atua na supervisão editorial do portal, garantindo qualidade, consistência e alinhamento com os padrões de publicação.

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