Chloé Zhao — Em uma masterclass no Festival de Veneza, a cineasta reabriu a discussão sobre o valor artístico de filmes de quadrinhos, confrontando a hierarquia entre entretenimento e “alta arte” e sinalizando consequências para a forma como a indústria e o público avaliam grandes produções.
- Flash resumo: Chloé Zhao afirmou que não se deve descartar histórias por não serem consideradas alta arte e citou sua experiência em Eternals como parte dessa defesa.
Defesa pública dos quadrinhos e a ponte com o seu trabalho
Na masterclass realizada no Festival de Veneza, Chloé Zhao falou sobre como a cultura do mangá influenciou seu desejo inicial de contar histórias e como isso convergiu com a experiência de dirigir uma superprodução.
Ela lembrou que dirigir Eternals foi um sonho ligado à sua formação estética e defendeu que narrativas vindas de quadrinhos têm lugar legítimo no cinema contemporâneo, independentemente do rótulo crítico.
"Eu sinto que é importante não desprezar histórias porque não as consideramos alta arte", disse Chloé Zhao, sublinhando que arquétipos e narrativas populares criam espaços para as pessoas processarem experiências coletivas.
Trajetória, resultados e reflexões pessoais
O percurso de Chloé Zhao atravessa filmes pequenos e grandes: ela dirigiu Nomadland, que estreou em Veneza em 2020 e recebeu o Golden Lion, e mais recentemente Hamnet, de 2025, que obteve oito indicações ao Oscar e uma vitória para Jessie Buckley.
Zhao também citou números de Eternals — cerca de US$400 milhões em bilheteria global contra um orçamento superior a US$200 milhões — para mostrar que mesmo projetos comerciais podem dialogar com temas profundos. Ela concluiu refletindo sobre o próprio lugar entre telas e vida real.
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Perguntas Frequentes
O que Chloé Zhao disse sobre filmes de quadrinhos no Festival de Veneza?
Chloé Zhao afirmou na masterclass no Festival de Veneza que não se deve "desprezar histórias porque não as consideramos alta arte", defendendo o valor narrativo de filmes inspirados em quadrinhos e comparando-os ao mangá por serem formas populares de arquétipo e processamento coletivo.
Por que Chloé Zhao citou Eternals ao falar de quadrinhos?
Chloé Zhao citou Eternals para exemplificar sua conexão pessoal com narrativas de origem em quadrinhos; ela descreveu dirigir o filme como um sonho de juventude e chamou atenção para o alcance comercial de Eternals, com aproximadamente US$400 milhões de bilheteria frente a um orçamento acima de US$200 milhões.
Quais prêmios de destaque constam na carreira de Chloé Zhao?
Chloé Zhao tem carreira marcada por prêmios: Nomadland foi premiado com o Golden Lion em Veneza em 2020 e levou Zhao à conquista do Oscar de melhor filme; Hamnet, de 2025, recebeu oito indicações ao Oscar e uma vitória para Jessie Buckley, reforçando seu histórico em festivais e premiações.
Quando Chloé Zhao estreou Nomadland em Veneza?
Chloé Zhao levou Nomadland ao Festival de Veneza em 2020, onde o filme recebeu o Golden Lion; a repercussão naquele Lido foi um marco em sua carreira, contribuindo para o reconhecimento posterior de Nomadland no circuito de premiações internacionais.
Como Chloé Zhao relaciona mangá e quadrinhos ocidentais em seu discurso?
Chloé Zhao explicou que cresceu querendo ser desenhista de mangá e, ao dirigir Eternals, encontrou uma equivalência cultural: o mangá e os quadrinhos ocidentais funcionam como meios populares de arquétipos, capazes de criar "containers" para que o público processe emoções e mitos compartilhados.
Samuel Vitor
