Cow Bay — a antiga pista de pouso em Daintree deixa de ser uma cicatriz na mata e passa a funcionar como um corredor ecológico: cerca de 24,5 mil árvores nativas foram plantadas para reconectar porções da floresta que haviam sido separadas, acelerando a volta de fauna e reduzindo riscos de erosão em uma área de alto valor para a biodiversidade de Queensland.
Da pista abandonada ao início de um corredor funcional
A propriedade de cerca de 125 hectares tinha aproximadamente 16 hectares desmatados para a pista e áreas associadas; o solo compactado exigiu preparação antes do plantio porque raízes jovens têm dificuldade em se estabelecer em superfícies tão comprimidas.
Conservacionistas adquiriram o terreno e impediram a reativação do aeródromo, substituindo a ideia de tráfego por infraestrutura de restauração: controle de espécies invasoras, correção do solo e implantação de um viveiro no local foram etapas essenciais antes das primeiras mudas serem plantadas.
Cerca de 24,5 mil árvores nativas foram utilizadas para fechar a antiga faixa aberta e reconectar aproximadamente 16 hectares de floresta em Cow Bay.
Impactos para fauna, pesquisa e produção de mudas
O corredor tem como um dos principais beneficiários o casuar-do-sul, ave de grande porte que pode chegar perto de 2 metros e depende de áreas conectadas para se deslocar e buscar alimento; registros iniciais já apontam presença de casuares em trechos restaurados da propriedade.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Além do casuar-do-sul, a recuperação melhora habitat para anfíbios sensíveis à umidade, mamíferos como a raposa-voadora-de-óculos e o quoll-de-cauda-pintada do norte, e aves que dependem de floresta contínua. A diversidade de espécies plantadas — mais de uma centena segundo a organização — busca recriar funções ecológicas, não apenas cobertura vegetal.
Pesquisadores da James Cook University usam parte da área como laboratório para testar origem de sementes, densidade de plantio e qualidade do solo, buscando combinações que aumentem sobrevivência e reduzam custos de manutenção em terrenos tropicais degradados.
Uma mudança estrutural é o viveiro instalado na propriedade, com capacidade para produzir aproximadamente 150 mil mudas por ano, permitindo que a área abasteça restaurações além da antiga pista e multiplique o efeito da intervenção em outras partes da floresta tropical de Daintree.
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Perguntas Frequentes
O que foi feito em Cow Bay e quem conduziu o reflorestamento?
Cow Bay recebeu um projeto de restauração liderado pela Rainforest Rescue em parceria com a Foundation for Australia’s Most Endangered Species (FAME), que plantou cerca de 24,5 mil árvores nativas. O plantio foi concluído em março de 2026 e incluiu preparo do solo, controle de invasoras e instalação de um viveiro na própria propriedade.
Que benefícios imediatos a recuperação traz para o casuar-do-sul e outras espécies?
O casuar-do-sul em Cow Bay passa a ter um corredor que reconecta aproximadamente 16 hectares antes isolados, reduzindo exposição ao atravessar clareiras e facilitando deslocamento para alimentação. A ação também melhora condições de umidade e abrigo para anfíbios sensíveis e aumenta disponibilidade de frutos para aves e mamíferos.
Como o projeto monitora sucesso e qual é a capacidade do viveiro instalado?
Em Cow Bay, a James Cook University acompanha técnicas de plantio, origem de sementes e densidade para medir sobrevivência e crescimento das mudas; esse monitoramento orienta manutenção e futuras restaurações. O viveiro local tem capacidade estimada de produzir cerca de 150 mil mudas por ano para atender projetos na região.
Marcos Antonio