Cristóbal Valenzuela — a declaração de Valenzuela veio durante uma sessão técnica em Turim e mudou o tom do debate: não foi uma previsão distante, mas a afirmação de que a substituição de atores por imagens geradas por IA já acontece em certa medida, com impactos diretos na cadeia de produção audiovisual e nas disputas legais em curso.
Declaração em Turim e reação entre líderes de tecnologia
No painel intitulado “Every Pixel Will Be Generated”, Valenzuela respondeu a uma pergunta sobre o futuro dos intérpretes humanos afirmando que a substituição “já está acontecendo de certa forma”.
A fala provocou contrapontos de executivos presentes, que lembraram o valor da improvisação e da interação entre diretor e ator como elementos difíceis de reproduzir — mas também reconheceram que modelos podem evoluir para serem dirigidos de forma análoga.
“Sim, absolutamente. Acho que isso já está acontecendo, de certa forma.”
Economia da imagem, produção e riscos jurídicos
Valenzuela argumenta em textos próprios que o custo de produzir “pixels” está tendendo a zero, projetando um cenário em que os segundos gerados podem igualar os segundos consumidos — o que reconfigura quem financia, quem cria e como se distribui conteúdo de alto valor de produção.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Executivos de tecnologia no mesmo evento reforçaram que, embora não exista um “botão para fazer filmes”, a adoção de ferramentas generativas já é ampla; algumas empresas evitam falar publicamente por orientação de suas equipes legais.
O setor também enfrenta litígios relevantes: em julho uma juíza federal aprovou o acordo de US$ 1,5 bilhão envolvendo Anthropic e autores cujas obras foram obtidas em bibliotecas piratas. Além disso, há ação proposta por artistas visuais contra empresas como Stability AI, Midjourney, DeviantArt e Runway, que alega uso não autorizado de trabalhos protegidos para treinar modelos.
Entre profissionais de VFX, animação e jogos, a reação mistura frustração pela prática de treinamento e preocupação sobre remuneração e crédito, enquanto estúdios e desenvolvedores discutem como manter controle criativo e responsabilidade legal.
Foto: Divulgação
O que você acha? Você acredita que a IA deveria substituir cenas com atores humanos ou isso comprometeria a criatividade e o ofício? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que exatamente Cristóbal Valenzuela disse sobre a IA substituir atores no View Conference em Turim?
Cristóbal Valenzuela afirmou em Turim, na sessão “Every Pixel Will Be Generated”, que a inteligência artificial já está, de certa forma, substituindo atores humanos. A declaração foi parte de um argumento mais amplo sobre como a geração de imagens está reduzindo o custo de produção e mudando quem pode criar entretenimento de alta qualidade.
Quais são as implicações econômicas citadas por Valenzuela para a produção audiovisual?
Valenzuela descreve na sua tese “It’s All About the Pixel Economy” a tendência de que o valor de criar pixels tenda a zero; ele prevê que, no futuro, os “segundos gerados” poderão se igualar aos “segundos consumidos”, o que reduziria drasticamente o custo de produzir conteúdo de alto valor.
Que riscos legais existem atualmente envolvendo modelos generativos usados em cinema e VFX?
Os riscos legais incluem ações de autores e artistas contra empresas que usaram obras protegidas para treinar modelos; em julho houve aprovação de um acordo de US$ 1,5 bilhão envolvendo Anthropic, e uma ação coletiva proposta cita empresas como Stability AI, Midjourney, DeviantArt e Runway por uso não autorizado de material protegido.
Beatriz Farias