CXMT — a fabricante deu um passo agressivo ao apostar na arquitetura de célula 4F² como caminho para reduzir área e acelerar a transição de nós entre 1c e 1d em DRAM, uma estratégia que já provocou fortes reações no mercado financeiro.
O plano técnico e o anúncio público
Em discurso na conferência sobre chips em Xangai, o presidente Dr. Cao Kanyu afirmou que a empresa vai introduzir um produto DDR5 RDIMM baseado em 4F² antes do final de 2026. A declaração posiciona a companhia com um cronograma mais agressivo que o de alguns concorrentes.
A arquitetura 4F² empilha verticalmente transistor e capacitor, reduzindo a área da célula para um quadrado de 4 × F², com exatamente 2 bitlines e 2 wordlines. Essa mudança estrutural permite, na teoria, elevar a densidade do chip sem aumentar a superfície do wafer.
“O 4F² não deixa espaço suficiente para a espessura do dielétrico do capacitor, a espessura do gate, a espessura do dielétrico do gate e a espessura do corpo do transistor. Portanto, o anúncio da CXMT me surpreende. Também prevejo uma redução negligível ao passar de 1c para 1d.” — Fred Chen
Ceticismo sobre rendimento e o contexto da indústria
O mercado recebeu a iniciativa com cautela: houve uma correção acentuada no índice KOSPI após a divulgação, reflexo do nervosismo de investidores em relação à capacidade de produção em escala.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Analistas lembram que Samsung, Micron e SK hynix lutaram na última década para levar 4F² à produção em massa, enfrentando rendimentos baixos, custos elevados e exigências de qualificação do cliente. Esses mesmos pontos são hoje usados para questionar a viabilidade comercial da proposta da CXMT.
Por outro lado, a própria CXMT acumulou cerca de 300 patentes relacionadas à 4F² e apresenta unidades de demonstração operacionais desde 2023, indícios técnicos que alimentam a possibilidade de superação dos gargalos se ajustes de processo forem bem-sucedidos.
Especialistas técnicos destacam que, para que o salto de 1c para 1d ocorra de fato, será preciso resolver limitações finas como espessuras de dielétricos e estruturas de transistor sem comprometer rendimento — um desafio de fabricação que afeta custos e prazos.
Foto: Divulgação
O que você acha? Você considera realista a aposta da CXMT na 4F² para antecipar a transição a 1d? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Quando a CXMT planeja lançar o DDR5 RDIMM baseado em 4F²?
A CXMT planeja lançar um módulo DDR5 RDIMM baseado na arquitetura 4F² antes do final de 2026, anúncio feito em um discurso do presidente Dr. Cao Kanyu durante uma conferência em Xangai. A empresa coloca esse cronograma como cerca de dois anos de vantagem em relação a alguns roadmaps concorrentes.
O que a arquitetura 4F² promete para a densidade e a área da célula de memória?
A CXMT aposta que a arquitetura 4F² reduz a área de cada célula para um quadrado de 4 × F², o que, segundo referências do setor, pode cortar área por célula entre 30% e 40% e aumentar a densidade do chip em 30% a 50%, graças ao empilhamento vertical de transistor e capacitor e à configuração de 2 bitlines e 2 wordlines.
Por que há ceticismo sobre a capacidade da CXMT de comercializar 4F²?
A CXMT enfrenta ceticismo porque especialistas apontam que 4F² exige tolerâncias menores para dielétricos, gates e corpo de transistor; Fred Chen chamou atenção para a falta de espaço físico nessas camadas. Além disso, Samsung, Micron e SK hynix tentaram 4F² por mais de dez anos e enfrentaram problemas de rendimento e custos.
Rafael Menezes