William Gusmão — A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás reformou parte da absolvição anterior e considerou que havia provas suficientes para condenar William Gusmão por um dos episódios da denúncia por importunação sexual, mudando o rumo do processo que vinha se arrastando desde a denúncia inicial.
- Flash resumo: a corte reconheceu elementos para condenação em um episódio, manteve absolvição no outro; a defesa afirma que a decisão não é definitiva.
Como a decisão alterou a trajetória do caso
A decisão da 1ª Câmara Criminal do TJ-GO determinou, na última terça-feira (7/7), a reforma parcial da sentença que havia absolvido William Pimenta Gusmão. Os desembargadores entenderam que um dos episódios descritos na denúncia oferecida pelo Ministério Público de Goiás estava demonstrado nos autos.
▶ Shorts em alta
Ver todos →O entendimento divergiu da posição de órgãos que haviam pedido a manutenção da absolvição, e transformou uma decisão anterior em uma condenação parcial, mudando o status judicial de William.
“Tirei três fotos com essa menina. Fui para um canto com um amigo. Ela voltou com uma menina filmando atrás dela e começou a xingar a minha mãe e a minha irmã do nada. Percebi que a menina era muito maldosa e queria alguma coisa de errado comigo”, diz ele, afirmando não ter encostado no bumbum da moça.
Origem da denúncia e a defesa que promete recurso
O processo tem origem em episódios denunciados durante a festa Revoada, em abril de 2023, em Jussara (GO), quando Rauriceia Martins da Costa afirmou ter sido importunada ao pedir uma foto com o empresário.
O Ministério Público de Goiás denunciou William em setembro de 2023; ele tornou‑se réu em dezembro de 2023 e foi absolvido em fevereiro de 2025. Após o recurso da vítima, o caso voltou ao Tribunal, culminando na decisão de julho de 2026 que condenou apenas o primeiro episódio.
O que você acha? O que você acha dessa polêmica? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que aconteceu com William Gusmão no julgamento da 1ª Câmara Criminal do TJ-GO?
William Gusmão foi condenado por um dos episódios de importunação sexual pela 1ª Câmara Criminal do TJ-GO em julgamento realizado na última terça‑feira (7/7). A corte reformou parcialmente a absolvição anterior, reconhecendo elementos suficientes para responsabilizá‑lo por um dos fatos narrados na denúncia do Ministério Público de Goiás.
William Gusmão já havia sido absolvido antes — qual foi a decisão anterior?
William Gusmão foi absolvido em fevereiro de 2025 sob o entendimento de que o conjunto probatório não permitia condenação. A vítima, Rauriceia Martins da Costa, recorreu da sentença e levou o processo de volta ao Tribunal, onde desembargadores reavaliaram os autos e mudaram parte da decisão.
De que forma a vítima Rauriceia Martins da Costa provocou o novo julgamento contra William Gusmão?
William Gusmão: a vítima Rauriceia Martins da Costa interpôs recurso após a absolvição de fevereiro de 2025, o que levou o processo à 1ª Câmara Criminal do TJ‑GO. No novo julgamento, realizado em 7/7, os desembargadores entenderam que havia prova suficiente para condenar um dos episódios descritos na denúncia.
O que a defesa de William Gusmão diz sobre a condenação parcial?
William Gusmão teve a defesa afirmando que a decisão não é definitiva e que se trata do julgamento de um recurso dos assistentes de acusação. A defesa comunicou que pretende interpor recursos aos Tribunais Superiores, sustentando a inocência do acusado e a existência de contradições no julgamento.
Onde e quando teriam ocorrido os episódios denunciados contra William Gusmão?
William Gusmão foi acusado por episódios que teriam ocorrido durante a festa Revoada, em abril de 2023, em Jussara (GO). O Ministério Público de Goiás denunciou o caso em setembro de 2023, e William tornou‑se réu em dezembro de 2023, conforme registros processuais citados no julgamento.
Leticia Rodrigues
