Diego Maradona — A retomada do julgamento sobre a morte do ex-jogador expôs uma clínica improvisada em que especialistas se responsabilizavam por partes distintas do tratamento, mas ninguém assumia o comando. A semana de depoimentos mostrou réus apontando colegas como responsáveis pelas decisões médicas enquanto o tribunal avalia se essa fragmentação configura crime.
Depoimentos revelam falhas na coordenação do cuidado
Os relatos no tribunal de San Isidro descreveram uma internação domiciliar para um paciente de 60 anos em recuperação de neurocirurgia em que cada profissional atendia “um pedaço” do quadro. A junta médica convocada pela promotoria concluiu em 2021 que Maradona foi deixado sem as garantias mínimas exigidas para seu estado.
O novo julgamento começou em 14 de abril de 2026, após o primeiro ser anulado por afastamento de uma juíza por parcialidade. As sessões chegaram a ser suspensas em 20 de agosto por dúvidas sobre a origem de exames renais vinculados ao laudo, cujo registro traz números de matrícula distintos dos constantes no prontuário.
“Sou acusada por omissões sobre as quais nunca recebi qualquer solicitação. Como posso ter omitido algo que não me pediram?”
Quem negou responsabilidade e que evidências estão em disputa
No banco dos réus estão médicos, um psicólogo e dois enfermeiros, todos respondendo por homicídio com dolo eventual. A acusação sustenta que as ações ou omissões podiam provocar a morte; as penas, em caso de condenação, variam de 8 a 25 anos. Todos se declaram inocentes.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →Na sequência de depoimentos, a coordenadora médica Nancy Forlini apontou a psiquiatra Agustina Cosachov e o neurocirurgião Leopoldo Luque como os que tomavam decisões clínicas; Luque, por sua vez, disse que seu papel foi o acompanhamento neurocirúrgico pós-operatório. O médico Pedro Di Spagna relatou não ter conseguido examinar o paciente em suas duas últimas visitas à casa de Tigre, lembrando a ida de 18 de novembro de 2020.
Os argumentos finais do julgamento começam em 8 de outubro, com sessões previstas até o dia 22, etapa em que o tribunal deverá definir se a fragmentação do tratamento ultrapassa a falha de organização e configura responsabilidade penal.
O que você acha? Você acha que a fragmentação do atendimento justifica ao menos responsabilidade civil dos profissionais? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Quando o julgamento pela morte de Diego Maradona foi reiniciado e quais foram os principais adiamentos?
O julgamento de Diego Maradona foi reiniciado em 14 de abril de 2026, depois que o primeiro processo foi anulado pela remoção de uma juíza por parcialidade. As sessões foram suspensas em 20 de agosto por questões sobre a origem de exames renais que integram a perícia, e então retomadas para depoimentos e fase final.
Quem são os réus no caso Diego Maradona e que acusações enfrentam?
Os sete réus no caso Diego Maradona incluem médicos, um psicólogo e dois enfermeiros, denunciados por homicídio com dolo eventual. A acusação baseia-se em relatório pericial que aponta falta de cuidados adequados; as penas previstas variam de 8 a 25 anos, e todos respondem em liberdade por ora.
Qual é o próximo passo processual no julgamento de Diego Maradona e quando ocorrerá a sentença?
A fase decisiva do processo de Diego Maradona entra com os argumentos finais a partir de 8 de outubro, com sessões previstas até 22 de outubro, quando o tribunal de San Isidro deverá encaminhar-se à sentença que definirá responsabilidades penais sobre o atendimento domiciliário.
Rafael Menezes