Disney+ — a plataforma amplia suas compras de catálogo além de Hollywood, com impacto direto na variedade disponível aos assinantes e na estratégia de competição entre streamings. Um levantamento da Ampere Analysis indica que metade das aquisições feitas pelo serviço tem origem em países onde o inglês não é o idioma principal, cenário que muda a lógica de curadoria global.
Alemanha e Japão puxam as compras e mudam o mix de catálogo
Os números mostram que Alemanha e Japão são os dois mercados que mais aparecem entre os títulos não anglófonos licenciados pelo Disney+. Essa prioridade surpreende quem esperava maior protagonismo da Coreia do Sul entre aquisições asiáticas.
Além de ampliar a oferta de séries e filmes europeus e asiáticos, o movimento sinaliza maior aposta em narrativas locais como forma de diversificar catálogos. Para conferir planos oficiais da plataforma, veja a página do Disney+.
“O conteúdo em idiomas diferentes do inglês ainda é pouco aproveitado, apesar da crescente demanda mundial.”
Comparação com a concorrência e a disponibilidade internacional
A pesquisa da Ampere também coloca a Netflix à frente, com 65% das aquisições vindo de países não anglófonos, mas destaca oportunidades de distribuição ainda não exploradas. No Japão, por exemplo, apenas 40% dos títulos disponíveis podem ser encontrados fora do país.
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Tabela do Brasileirão 2026: classificação atualizadaVer classificação, artilharia e próximos jogos →O levantamento aponta percentuais para outros mercados: 45% do catálogo sul-coreano permanece exclusivo a serviços locais, 30% do conteúdo da Turquia chega ao mercado internacional e 76% das produções francesas já circulam fora da França. Em contraste, apenas 5% dos títulos em inglês ficam restritos ao mercado de origem.
As compras internacionais pelo Disney+ incluem também títulos originais e licenciados que já ganharam destaque, como séries alemãs Cidade de Sangue e O Jogo de Viena, cuja estreia está programada para 18 de novembro. No Japão, o reforço do catálogo passou por adições de animes populares em blocos recentes.
Em outubro, a empresa anunciou intenção de aumentar investimentos em produções locais, reforçando a estratégia de mesclar grandes lançamentos de estúdios com aquisições regionais que possam atrair audiências específicas.
Foto: Divulgação
O que você acha? Você concorda com a estratégia de aumentar aquisições internacionais do Disney+ e com a aposta em títulos não anglófonos? Para acompanhar mais conteúdos e análises sobre séries e streaming, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
Quantos títulos do Disney+ vêm de países onde o inglês não é o idioma principal, segundo o levantamento?
O Disney+ tem 50% das aquisições catalogadas como originárias de países não anglófonos, de acordo com levantamento da Ampere Analysis referente a setembro de 2026. O percentual considera exclusivamente títulos licenciados pela plataforma em pelo menos um mercado, não incluindo produções originais realizadas pela Disney.
Quais países aparecem com maior frequência nas aquisições do Disney+ e há exemplos concretos?
O Disney+ concentra muitas aquisições na Alemanha e no Japão, com exemplos de séries alemãs como Cidade de Sangue e O Jogo de Viena, cuja estreia está marcada para 18 de novembro. A plataforma também reforçou o catálogo de animes japoneses, com títulos como Jujutsu Kaisen e Tokyo Revengers.
Como o desempenho do Disney+ nas aquisições internacionais se compara ao da Netflix e qual a disponibilidade dos conteúdos locais?
O Disney+ aparece atrás da Netflix na participação de aquisições internacionais, enquanto a Netflix registra 65% desse tipo de compra. A pesquisa também aponta que apenas 40% dos títulos japoneses circulam fora do Japão; 45% do catálogo da Coreia do Sul é restrito, Turquia tem 30% de alcance internacional e a França 76%.
Marcos Antonio