Donald Trump — uma investigação interna descreve um sistema que pode transformar erros isolados em lotes inteiros de cédulas rejeitadas, ameaçando o envio de votos por correio e a confiança no pleito de 3 de novembro.
- Flash resumo: Um Portal federal exigiria que estados compartilhassem nomes e endereços; se um único voto em um lote não bater, todo o lote pode ser recusado pelo USPS.
Como o sistema pode invalidar lotes inteiros de cédulas
O núcleo da mudança é o chamado Federal Ballot Mail Portal: um sistema digital que compara informações de eleitores fornecidas pelos estados com registros usados pelo USPS para distribuir cédulas por correio.
De acordo com o relatório interno, se um lote de cédulas postais for entregue em grande volume e qualquer uma das cédulas não for verificada pelo Portal, o USPS rejeitaria todo o lote — um exemplo citado descreve 10.000 cédulas onde 9.999 poderiam ser devolvidas por causa de uma só divergência.
“Quando cédulas são entregues ao USPS em grandes lotes, se qualquer uma não puder ser verificada contra o Portal, todas as cédulas daquele lote serão rejeitadas. Por exemplo, se um oficial estadual leva um lote de 10.000 cédulas e o USPS não consegue corresponder uma delas, então o USPS recusaria o envio das 9.999 restantes.”
Riscos práticos, calendário e possíveis efeitos
O relatório alerta que cerca de 30% dos eleitores dos EUA votam por correio, o que torna esse mecanismo potencialmente capaz de deixar milhões sem cédula entregue. Há incerteza também sobre se eleitores afetados poderiam obter cédulas alternativas ou votar presencialmente.
O desenvolvimento do Portal teria começado em junho e continuou mesmo após uma ordem judicial que buscava travar o trabalho; o documento com a denúncia acompanha uma carta datada de 31 de agosto dirigida ao Postmaster General David Steiner. Estados como a Carolina do Norte começam a enviar cédulas em 4 de setembro, e a eleição está marcada para 3 de novembro.
O que você acha? Você considera essa medida uma ameaça à votação por correio? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.
Perguntas Frequentes
O que é o Federal Ballot Mail Portal e como ele afeta o USPS?
O Federal Ballot Mail Portal, ligado ao projeto descrito no relatório, é um sistema digital que exige que estados enviem nomes e endereços para validação. Se o USPS não conseguir verificar uma única cédula em um lote, o Portal permitiria a rejeição do envio de todo o lote, segundo o documento, colocando em risco milhões de votos por correio.
Qual é o risco real de eleitores não receberem suas cédulas por correio?
O risco apontado no relatório é que eleitores esperando cédulas simplesmente não as recebam; o documento cita o caso hipotético de 10.000 cédulas em que 9.999 seriam rejeitadas por um erro em apenas uma. Isso pode impedir que essas pessoas votem por correio e complicar o acesso a alternativas presenciais.
Quem formalizou os alertas sobre o sistema e quais datas aparecem no documento?
O alerta veio acompanhado de uma carta datada de 31 de agosto dirigida ao Postmaster General David Steiner, e o documento menciona que o trabalho no Portal começou em junho. O relatório foi acompanhado por uma organização de apoio a whistleblowers e cita prazos eleitorais, como o envio de cédulas na Carolina do Norte em 4 de setembro e a eleição em 3 de novembro.
O projeto enfrentou barreiras legais ou técnicas durante o desenvolvimento?
O relatório descreve o esforço como “apressado” e com problemas técnicos, indicando que o trabalho continuou apesar de uma ordem judicial que buscava suspender o desenvolvimento. A denúncia afirma que o processo de teste é arriscado e que a solução proposta não tem garantia de retorno 100% preciso para lotes de cédulas.
Como isso pode afetar a confiança pública e o resultado em 3 de novembro?
O plano associado a Donald Trump, conforme o relatório, poderia minar a confiança pública ao criar confusão sobre votos por correio; mesmo se o sistema for bloqueado na Justiça, a desordem gerada — com cédulas não recebidas ou rejeitadas — pode ser usada para questionar resultados, sobretudo em áreas com votos majoritariamente contrários à administração.
Mariana Costa