Erika Hilton — a deputada federal voltou a acionar a Justiça depois de novas declarações do apresentador Ratinho sobre mulheres trans, agora registradas em representação ao Ministério Público que pede investigação por transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero.
- Flash resumo: Erika Hilton protocolou nova representação ao Ministério Público contra Ratinho após comentários feitos em podcast; a disputa já envolve ações cruzadas e pedidos de indenização.
O episódio que desencadeou a nova ação
Em participação no podcast Papagaio Falante, apresentado por Sérgio Mallandro, Ratinho reafirmou declarações anteriores e voltou a questionar a identidade de gênero de mulheres trans, citando critérios biológicos para definir “quem é mulher”.
Em reação, a defesa de Erika Hilton encaminhou ao Ministério Público pedido para que sejam investigadas possíveis práticas de transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero motivadas pelas falas do comunicador.
“Eu dei minha opinião e continuo com a mesma opinião. Eu acho que a Comissão da Mulher tem que ser presidida por uma mulher que seja mulher mesmo. Mulher que tem útero, que tem as dores da mulher.”
Histórico judicial e repercussões
A troca de ações entre Erika Hilton e Ratinho não é inédita: meses antes, declarações similares feitas por Ratinho em seu programa no SBT motivaram uma ação civil pública com pedido de indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos à população trans e travesti.
Em decisão de segunda instância na Justiça de São Paulo, Erika Hilton obteve direito de resposta vinculando a exibição de um vídeo da deputada no mesmo programa e horário em que as ofensas foram feitas, com multa diária estipulada em R$ 50 mil em caso de descumprimento.
A contenda judicial também seguiu no sentido inverso: Ratinho ingressou com ação na Justiça Federal pedindo que Erika Hilton preste esclarecimentos após ela compartilhar nas redes sociais uma publicação que acusa um dos filhos do apresentador de estupro.
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Perguntas Frequentes
Por que Erika Hilton denunciou Ratinho novamente ao Ministério Público?
Erika Hilton apresentou nova representação ao Ministério Público porque Ratinho, em participação no podcast Papagaio Falante, reafirmou opiniões que questionam a identidade de mulheres trans. A peça pede investigação por transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero, retomando a disputa jurídica já existente entre as partes.
O que Ratinho declarou no podcast que motivou a representação?
Ratinho, em participação no podcast Papagaio Falante, afirmou que “continua com a mesma opinião” e disse que a Comissão da Mulher deveria ser presidida por “uma mulher que seja mulher mesmo”, citando útero e menstruação como critérios. Esses trechos serviram como base para a nova representação ao Ministério Público.
Qual foi o resultado judicial anterior entre Erika Hilton e Ratinho?
Erika Hilton obteve em segunda instância na Justiça de São Paulo o direito de resposta, com determinação para que um vídeo da deputada seja exibido no mesmo programa e horário das declarações consideradas ofensivas, sob pena de multa diária de R$ 50 mil; havia também pedido de indenização de R$ 10 milhões em ação civil pública.
O que a nova representação pede especificamente ao Ministério Público?
A nova representação encaminhada ao Ministério Público pede a abertura de investigação sobre as falas de Ratinho por potencial transfobia, injúria transfóbica e violência política de gênero. O documento requisita apuração formal das declarações feitas no podcast como possível prática criminosa e violadora de direitos da população trans.
Ratinho tomou alguma medida judicial contra Erika Hilton?
Ratinho moveu ação contra Erika Hilton na Justiça Federal, pedindo que ela preste esclarecimentos após compartilhar uma publicação nas redes sociais que acusa um dos filhos do apresentador de estupro. A ação busca responsabilizar a deputada pela divulgação da alegação.
Rafael Menezes
