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Estúdios japoneses resistem a demissões graças a times pequenos

Resumo

Os estúdios japoneses mostraram maior resistência a demissões em massa na indústria de games ao priorizar equipes menores e compensações executivas mais contidas, segundo análise de dados do ASGC Games Industry Layoff Tracker. Entre 2022 e 2026 foram registradas 57.628 demissões globais; 96% desses cortes ocorreram em empresas na Europa ou nos Estados Unidos, enquanto grupos no Japão mantiveram núcleos centrais.

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Estúdios japoneses resistem a demissões graças a times pequenos
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Estúdios japoneses — o modelo operacional do Japão está segurando ondas de demissões que varreram a indústria global de games: times enxutos, bônus e compensações menos infladas e aversão ao modelo live service reduzem a necessidade de cortes em massa, com impacto direto na estabilidade dos profissionais locais.

Times menores e bônus moderados: a fórmula que reduz dispensas

A estrutura típica de desenvolvedoras no Japão privilegia equipes centrais compactas, evitando os quadros gigantes dos jogos Triplo A ocidentais que, em alguns casos, superam 500 profissionais por projeto. Esse formato limita a exposição financeira e facilita manter talentos em momentos de baixa.

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Além disso, a prática de remuneração executiva menos extravagante — na faixa de US$ 2 a 3 milhões, segundo dados do setor — cria menos pressão por cortes imediatos quando um projeto não atinge expectativas de receita.

“E então há os salários de executivos. Eles ainda ganham muito bem, mas são dois ou três milhões de dólares, não 30 milhões.”

Os números globais e os riscos do modelo live service

Dados consolidados do ASGC Games Industry Layoff Tracker mostram 57.628 demissões entre 2022 e 2026 no setor de desenvolvimento de jogos. Desse total, 96% das empresas que reduziram quadros estavam na Europa ou nos Estados Unidos — evidência de uma concentração geográfica das demissões.

O deslocamento para jogos live service, comuns em grandes estúdios ocidentais, oferece altos retornos potenciais, mas também amplia riscos existenciais e pressiona por bônus milionários a executivos. O contraste entre esse modelo e o japonês ajuda a explicar por que cortes no Japão costumam recair sobre parceiros e estúdios terceirizados fora do país.

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O que você acha? Você já trabalhou em equipe enxuta ou conhece alguém que passou por demissão em estúdio de games? Para acompanhar mais, acesse nossa editoria.

Perguntas Frequentes

Por que os estúdios japoneses têm sofrido menos demissões na indústria de games?

Os estúdios japoneses conseguem sofrer menos demissões porque operam com equipes centrais menores e evitam seguir a aposta massiva em live service; segundo dados do ASGC Games Industry Layoff Tracker, entre 2022 e 2026 houve 57.628 cortes globais, dos quais apenas uma fração afetou diretamente empresas japonesas.

Os estúdios japoneses pagam menos a seus executivos do que empresas ocidentais?

Os estúdios japoneses normalmente praticam compensações executivas mais moderadas, na ordem de US$ 2–3 milhões, em comparação com cifras muito maiores observadas em empresas ocidentais; por exemplo, a compensação de Andrew Wilson em 2025 superou US$ 38,6 milhões, um nível que amplia a pressão por cortes quando resultados falham.

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Como os cortes de pessoal se dividiram geograficamente entre 2022 e 2026?

Os dados do ASGC Games Industry Layoff Tracker mostram que, entre 2022 e 2026, foram registradas 57.628 demissões em estúdios de desenvolvimento, e 96% das empresas que reduziram seus quadros estavam localizadas na Europa ou nos Estados Unidos, indicando concentração das dispensas fora do mercado japonês.

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POR Thiago Nogueira
Thiago Nogueira

Redação e cobertura geral | Thiago Nogueira faz parte da equipe de redação do Diário da Mídia, cobrindo atualidades, cultura pop e temas de interesse geral. Produz matérias informativas com linguagem acessível e direta.

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